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Opinião CE na COP30: saiba como é organizada a conferência e por que isso faz diferença

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) é realizada em Belém, no Pará, a partir desta segunda-feira (10).

O evento, que segue até o próximo dia 21, marcará um momento histórico para o Brasil e para a Amazônia. Pela primeira vez, a maior conferência climática do planeta acontece na região amazônica, colocando o País no centro das discussões globais sobre o futuro ambiental do planeta.

O Opinião CE realiza uma cobertura especial in loco, trazendo entrevistas exclusivas, detalhes da organização e execução do evento, e análise dos impactos que as decisões tomadas na COP podem ter no Ceará.

Para entender

A estrutura do evento foi dividida em dois grandes espaços. A Blue Zone (Zona Azul) é a área oficial da conferência, sob gestão da Organização das Nações Unidas (ONU), com acesso restrito a delegações, chefes de Estado, observadores e imprensa credenciada. O Opinião CE trará, ao longo da semana, detalhes exclusivos desse local.

Nesse ambiente, acontecem as negociações formais e as decisões políticas que definirão os rumos do combate à crise climática.

Já a Green Zone (Zona Verde) é um espaço aberto ao público, voltado à sociedade civil, com a presença de organizações não governamentais, empresas, universidades e comunidades locais. O local reunirá debates, exposições, apresentações culturais e discussões paralelas, ampliando a participação de diferentes atores na construção de soluções para o clima.

Papel do Brasil

Como país anfitrião e presidente da COP30, o Brasil tem papel central na coordenação política e na articulação com a sociedade civil. A organização aposta em algumas inovações, como a Cúpula de Líderes, uma reunião de chefes de Estado e de governo antes do início formal da conferência.

As discussões começam no fim da última semana e já trouxeram novidades importantes para o Brasil, como a adesão de países participantes ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre.

O objetivo é dar direção política às negociações e acelerar decisões sobre temas mais complexos.

Outro destaque é a ampliação da participação social, com ações coordenadas por secretarias do Governo Federal para garantir a presença de vozes historicamente sub-representadas, como as de periferias urbanas, povos indígenas e comunidades tradicionais. O Ceará, inclusive, tem em sua delegação lideranças de comunidades tradicionais.

A temática amazônica também ganha protagonismo nesta edição, integrando ciência, arte e saberes tradicionais nas discussões. A Conferência busca valorizar a região não apenas como símbolo ambiental, mas como centro de soluções para o desenvolvimento sustentável.

Com essa combinação de protagonismo amazônico, diplomacia climática e inclusão social, a COP30 promete ser uma das conferências mais significativas da história recente das negociações ambientais.