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18 de julho de 2024

O que fazer?

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Escolas do interior cearense reforçaram a segurança diante das ameaças de ataques e efetivação de incidentes, como o registrado no município de Farias Brito, deixando duas crianças feridas nesta quarta-feira (12).

A grande questão é: como resolver? O que fazer? Como agir? É impossível estabelecer um clima de tranquilidade diante dos fatos registrados nos últimos dias. Há uma tensão social imensa. A escola é “lugar sagrado”, precisa ser blindada de cenas de horror como as que estão acontecendo. É necessário um esforço conjunto, a união de pensamentos e ações. A comunidade escolar, seja ela de uma instituição pública ou privada, tem obrigação de se posicionar. O diálogo com as famílias precisa ser claro.

Saímos da posição de “não vai acontecer aqui” para a posição de “aconteceu aqui”. Os fatos existem e exigem prevenção, que passa necessariamente pelo reforço na segurança.

Cabe ao poder público usar todo o aparato necessário para identificar e coibir ações criminosas. Cabe ao legislativo repensar as leis e os caminhos para inibir tais ações. Precisamos de regulação no mundo virtual – hoje, terra de ninguém. Cabe à escola, acompanhar os alunos, oferecer suporte psicológico, identificar situações de risco e reforçar a segurança das unidades, assim como o diálogo efetivo com as famílias.

E cabe às famílias acompanhar crianças e adolescentes, oferecer assistência, atenção, conduzir o desenvolvimento e buscar ajuda profissional quando necessário.

É um trabalho de parceria e em cadeia, que precisa ser executado em todas as frentes. Fica aqui uma reflexão profunda sobre o descontrole no mundo atual. Depois de uma pandemia que parou o planeta, crianças são privadas de segurança no ambiente que deveria ser o mais protegido: a escola.

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