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12 de julho de 2024

O que de mais importante aconteceu na agenda política da semana

A expecativa é que Camilo deixe o Abolição em abril para tentar uma vaga no Senado Federal.
Foto: Governo do Estado

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A semana que se encerra pode ter sido decisiva na estratégia governista para as eleições de outubro próximo. Pela primeira vez, o governador Camilo Santana (PT) disse, publicamente, que deixará o Governo e que o Ceará terá a primeira mulher governadora da história: Izolda Cela (PDT). A expecativa é que Camilo deixe o Abolição em abril para tentar uma vaga no Senado Federal. Como vice, a professora Izolda assume a cadeita até as eleições, em outubro, podendo tentar uma reeleição para ficar no cargo por mais quatro anos.

Hoje, são pré-candidatos do PDT ao Governo do Estado, além de Izolda, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Evandro Leitão (PDT), o ex-prefeito Roberto Cláudio e o deputado federal e ex-secretário de Camilo, Mauro Filho (PDT). Nos bastidores, Izolda tem hoje a preferência do governador. A posição vai pesar na decisão do PDT em definir o nome. Roberto Cláudio, por sua vez, tem preferência do prefeito da Capital cearense, José Sarto (PDT).

  • Mesmo tendo nomes apontados com simpatia de um lado ou de outro, os dois pré-candidatos ao Abolição agradecem os posicionamentos públicos mas destacam que a decisão do partido ainda está sendo analisada.

As movimentações políticas são intensas e mudam a depender da situação de momento, de tal modo que as preferências de hoje podem não significar o mesmo apoio de amanhã. Por enquanto, o PDT realiza seus últimos encontros regionais para apresentar propostas e avaliar os cenários nos municípios cearenses. Ainda assim, o movimento de Camilo, que tem realizado uma maratona de entregas de obras públicas ao longo do mês ao lado de Izolda, deixa o eleitorado mais afastado ciente do nome da professora.

“A Izolda será a primeira mulher governadora do Ceará, se Deus quiser”, declarou Camilo, em evento com a vice, nesta semana.

Debate na ALCE

Na Assembleia Legislativa do Ceará, a semana foi marcada pela definição de como será os debates frente ao pleito eleitoral de 2022: agitação e troca de farpas. Na última sessão, na quinta-feira (10), o deputado Acrísio Sena (PT) criticou nominalmente o principal nome de oposição do Ceará ao Governo do Estado, deputado Capitão Wagner, que está indo para o União Brasil. “A adesão ao bolsonarismo está fazendo mal”, disse, se referindo a um artigo de opinião publicado pelo policial militar em que critica a atuação do Estado.

Na mesma sessão, o deputado estadual Heitor Férrer (SD), um dos principais nomes do “antiferreirismo” no Ceará, disse não imaginar como seria uma transição de governo no Ceará caso um opositor ao atual governo ganhasse. Parlamentares da base de Wagner na Casa mantêm o discurso de que “tudo que entra na Casa do Governo, passa, sem muito debate”. A tônica dos embates deve ficar mais consistente com a aproximação das formações de chapas e eleições de outubro.

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