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21 de julho de 2024

O 7 de setembro, a história e as ameaças que semeiam a guerra ideológica

Radicais de direita e esquerda querem fazer barulho e o centro quer trégua

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O feriado de 7 de setembro, data em que se comemora a Independência do Brasil, não terá a agitação tão sonhada por pregadores de crises institucionais e malucos que desejam implantar uma guerra civil no Brasil. O brasileiro terá a agenda de um feriado.

A previsão de atos em defesa de uma nova ditadura, de um golpe de direita, de uma convocação em massa para invadir o Congresso Nacional, explodir o STF e prender seus ministros, e um golpe militar para expulsar e prender comunistas ou quem não concorda com o presidente Bolsonaro, virou guerra de “cuspe” entre apaixonados por crises para ganhar dinheiro no YouTube ou fazer sucesso em blogs, Instagram e Facebook, mais nada. Teremos o maior feriadão da história. Será uma semana de recesso e milhões de pessoas viajando em direção às praias, sítios e serras.

Viajando no tempo, é importante lembrar que a independência do Brasil foi o processo histórico de separação entre Brasil e Portugal, que se deu em 7 de setembro de 1822. Por meio da independência, o Brasil deixou de ser uma colônia portuguesa e passou a ser uma nação independente. Com esse evento, o País organizou-se como uma monarquia, que tinha Dom Pedro I como imperador. Foi dada a abertura para a expansão do comércio e o Brasil, logo depois, também se libertou do império, fundando a República.

O teatro político criado em torno da fundação de uma nova pátria sem o parlamento, sem o STF, com o presidente mandando e desmandando com “porteira aberta”, parece roteiro de novela ou de programa de humor. Essa versão de pátria só nos causa desgaste perante o mundo e enche o bolso dos especuladores do câmbio, aumentando o dólar, enriquecendo investidores das bolsas que são atores no mercado financeiro. Pior, jogam os juros para o alto, provocando ainda mais o enriquecimento de banqueiros e levando empresas à falência.

O presidente Bolsonaro, que não está nem aí para a atuação do governo, pressionado pelos assessores, disse na sua live, ou conversa semanal de quatro horas com seus internautas, que não vai ter nada do que foi anunciado. “Não vai ter golpe coisa nenhuma”, declarou rindo, ao anunciar que acabara de vetar o artigo da nova Lei de Segurança Nacional que previa prisão de promotores de fake news que atentem contra a segurança nacional e os poderes da República. “As pessoas esculhambam todos os dias minha família, eu não tô nem aí. Jogam bola com minha cabeça, nem ligo. O governador do Maranhão, que pesa 9 arrobas, cerca de 135 quilos (1 arroba são 15 quilos) – porque no Nordeste o povo pobre é magro, mas os governadores são gordos -, toda vez que chega vacina ele mente, diz que foi ele que comprou. Isso é mentira e não acontece nada com ele. Aí querem prender blogueiro, YouTuber, que ganham a vida falando bobagens”.  Segundo Bolsonaro, ele quer a foto dos protestos para “enviar aos poderosos”.

A verdade é que esta terça-feira será como todas as outras, com um ou outro incidente por conta do clima entre radicais de direita e esquerda. É bom saber que 89% dos brasileiros são de centro, odeiam essa discussão vazia e de ideologia mesquinha. Bom feriado!

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