O governador Elmano de Freitas (PT) assinou, nesta sexta-feira, 14, três acordos com multinacionais chinesas envolvendo a geração de energias renováveis no Ceará. O titular faz parte da comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao país asiático. De acordo com o mandatário, os acordos devem garantir “mais desenvolvimento e geração de empregos aos cearenses”. Antes mesmo da ida de Elmano, nesta semana, uma comitiva cearense havia avançado em tratativas envolvendo transição energética, quando assinou um acordo de cooperação técnica com um conglomerado chinês.
Os novos acordos envolvem produção de energia eólica, solar e de hidrogênio verde.
“Com a multinacional Spic assinamos acordo para realização de estudos de viabilidade em projetos na produção de energia eólica onshore e offshore, solar e hidrogênio verde dentro do Complexo do Pecém”, disse o mandatário. “Já com a Mingyang Smart Energy Group assinamos memorando para o investimento e implantação do centro de tecnologia e reparo de aerogeradores no Estado do Ceará; instalação de uma planta piloto de energia eólica offshore; além da produção de amônia e hidrogênio verde em território cearense“.
O Ceará já conta com ao menos 24 memorandos de entendimento assinados com empresas nacionais e internacionais para a produção de hidrogênio verde. Além disso, uma empresa produtora de placas fotovoltaicas já está em negociação com o Governo do Estado para instalação no Vale do Jaguaribe. O investimento estimado é de R$ 1,8 bilhão.
Também nesta sexta, Elmano assinou, com representantes da Gansu Science & Technology Investment Group, “um acordo para intercâmbio em tecnologia e parcerias na área energética, entre outras ações”.
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ENERGIA OFFSHORE
Um estudo divulgado pela Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) em janeiro deste ano mostrou que o Complexo do Pecém, na Região Metropolitana de Fortaleza, é um dos principais do País para infraestrutura dos parques eólicos offshore (em terra). O potencial se explica pelas características de vento com destaque na Região Nordeste. A presença desse tipo de vento ocorre em todo o litoral brasileiro, no entanto, o fator determinante é a infraestrutura, porque usinas offshore dependem muito de porto e indústria, principalmente.
Também estão na lista o Porto do Açu, no estado do Rio de Janeiro; e o Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. A instalação de parques eólicos offshore está sendo preparada uma estrutura regulatória no Brasil que permita a realização de estudos e projetos. Conforme a Abeeólica, até 2028 o Brasil terá 44,78 GW de capacidade instalada de energia eólica, cuja participação na matriz nacional atinge, atualmente, 13,2%. A eólica já responde por 20% da geração de energia que o País precisa. Já no ano passado, o setor bateu recorde de 4 GW instalados.
Para 2023, a previsão é de 29 GW de capacidade instalada, movimentando um montante superior a R$ 28 bilhões.
