Menu

Leão XIV faz apelo por paz “antes que se torne um abismo irreparável”

Leão XIV reforçou que a estabilidade e a paz “não se constroem por meio de ameaças recíprocas, nem com armas".
Além do conflito no Irã, o pontífice pediu orações e diplomacia pelo fim da guerra entre Paquistão e Afeganistão. Foto: Guglielmo Mangiapane / REUTERS

O Papa Leão XIV afirmou, neste domingo (1º), que está acompanhando “com profunda preocupação” os últimos acontecimentos no Oriente Médio, em especial os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. O Pontífice fez um apelo para que seja interrompido a “espiral de violência antes que ela se torne um abismo irreparável”.

O posicionamento do líder da Igreja Católica ocorreu durante um discurso para uma multidão na Praça de São Pedro após a oração do Ângelus no Vaticano.

“Dirijo um veemente apelo sincero às partes envolvidas para que assumam a responsabilidade moral de deter a espiral de violência antes que ela se torne um abismo irreparável! Que a diplomacia recupere seu papel e promova o bem-estar dos povos que anseiam por uma coexistência pacífica, fundada na justiça”, disse.

Leão XIV reforçou que a estabilidade e a paz “não se constroem por meio de ameaças recíprocas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente por meio de um diálogo razoável, autêntico e responsável”.

O pedido de paz não se refere apenas ao conflito no Oriente Médio. O Pontífice fez questão de lembrar a “guerra aberta” entre Paquistão e o Afeganistão. “Elevo a minha súplica por um retorno urgente ao diálogo”, completou. 

O ataque

Um bombardeio coordenado entre os Estados Unidos e Israel matou o líder supremo do Irã Ali Khamenei, no último sábado (28). Segundo a imprensa iraniana, a ofensiva também deixou pelo menos 201 mortos e 747 feridos, em sua maioria civis. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio.

Mais de 500 alvos foram atingidos no Irã, durante campanha militar, informou a Força Aérea Israelense (IAF, na sigla em inglês). Cerca de 200 jatos militares participaram da ofensiva contra o arsenal de mísseis e os sistemas de defesa aérea da Guarda Revolucionária Islâmica no oeste e no centro do Irã.