O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova tarifa de importação de 35% sobre produtos canadenses, aumentando sua ofensiva comercial contra parceiros tradicionais. A medida, que entrará em vigor em 1º de agosto, foi comunicada na noite da última quinta-feira (10), por meio de uma carta enviada ao primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, nos mesmos moldes das correspondências encaminhadas a outros países, como o Brasil.
Segundo Trump, o objetivo é corrigir o que considera serem relações comerciais “desiguais” com Ottawa. O republicano também associou a decisão à crise do fentanil, acusando o Canadá de falhar no controle da entrada da droga nos Estados Unidos. “Em vez de trabalhar com os Estados Unidos, o Canadá retaliou com suas próprias tarifas”, afirmou no documento.
Segundo o presidente, as taxas foram estipuladas para “lidar com a crise nacional de fentanil”. Ele afirma que o Canadá falhou em impedir que drogas entrassem nos EUA.
No documento publicado na Truth Social, o presidente ainda afirmou que não haverá a taxação se o Canadá ou as empresas do país decidirem construir ou fabricar produtos nos EUA. “De fato, faremos todo o possível para obter aprovações de forma rápida, profissional e rotineira, em outras palavras, em questão de semanas”, acrescentou.
A tarifa de 35% se somará a outros tributos já aplicados pelo governo dos EUA a produtos canadenses dos setores de aço, alumínio e automóveis. Em resposta, o primeiro-ministro Mark Carney declarou que o governo do Canadá seguirá firme em sua política de defesa dos trabalhadores e das empresas nacionais.
A decisão também gerou reações nos mercados europeus. As principais bolsas operaram em queda nesta sexta-feira (11), com Londres recuando 0,64%, Paris e Frankfurt com perdas superiores a 1% e Milão apresentando a maior baixa, com 1,54%. O movimento reflete a preocupação global com o avanço da guerra comercial conduzida por Trump.
