Já passa de 16 mil o número de mortos após terremoto de magnitude 7,8 que atingiu a Turquia e a Síria na última segunda-feira, 6. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, reconheceu que houve falha na resposta ao abalo sísmico. O governante visitou a província de Hatay, a mais afetada pelo desastre natural, na quarta-feira, 8, e reforçou que o clima frio também é um fator que não colabora com as operações de emergência.
“Não é possível estar preparado para tal desastre”, afirmou Erdogan. Turcos criticaram as ações do governo e disseram que as equipes de resgate demoraram a chegar nos locais atingidos, e o presidente destacou que o “não deixará nenhum cidadão descuidado”. As informações são do Estadão.
Candidato à reeleição em maio, Erdogan usou a visita ao local da tragédia para atacar adversários políticos que, segundo ele, espalham “mentiras e calúnias” sobre as ações do governo. Enquanto isso, o líder da oposição, Kemal Kilicdaroglu, atribuiu à gestão de atual os efeitos devastadores do terremoto, ao dizer que o presidente não preparou o país para uma catástrofe como essa e fez mau uso do dinheiro disponível.
Buscas
Os socorristas seguem em busca de pessoas soterradas nos escombros. Vários países, inclusive o Brasil, se mobilizaram para ajudar no resgate das vítimas, contudo, para especialistas, as chances de encontrar sobreviventes passados três dias da tragédia é pequena. As primeiras 72 horas são consideradas críticas. A taxa de sobrevivência em 24 horas, em média, é de 74%; após 72 horas, é de 22%; e no quinto dia, é de 6%.
Brasil
Nesta quinta-feira, 9, bombeiros, médicos e cães farejadores do Brasil viajaram para a Turquia para ajudar na busca e resgate das vítimas do terremoto. O Ministério das Relações Exteriores vai enviar ajuda humanitária à Turquia para prestar assistência nas buscas por sobreviventes nas regiões atingidas. O avião da Força Aérea Brasileira (FAB) saiu do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e tem como destino a cidade de Adana, no sul da Turquia, perto do epicentro do terremoto.
Segundo o Itamaraty, a equipe é formada por 42 pessoas especializadas em busca e resgate urbano e salvamento. A equipe conta com 34 bombeiros de São Paulo, de Minas Gerais, do Espírito Santo e do Distrito Federal, além de médicos e agentes da defesa civil. A missão humanitária inclui também cinco cães farejadores para colaborar na localização das vítimas do terremoto e seis toneladas de equipamentos para ajudar nas buscas.
O Ministério da Saúde doou três conjuntos de “kits calamidade” que contêm, cada um, 250 kg de medicamentos e itens emergenciais – com capacidade para atender até 1,5 mil pessoas pelo período de um mês.
