A motociata desta sexta-feira (15) em São Paulo com o presidente Jair Bolsonaro (PL) em pré-campanha à reeleição reuniu cerca de 3.700 motos, segundo o sistema de monitoramento de pedágios da rodovia dos Bandeirantes.
O sistema registrou a passagem média de 3.703 veículos nas praças de pedágio de Campo Limpo, Itupeva e Sumaré, no momento em que a rodovia estava liberada apenas para as motos do evento e alguns carros de apoio ao presidente.
Na motociata de junho de 2021, foram 6.661 registros de veículos, uma redução agora de 44%.
Nesta sexta, bolsonaristas promoveram nas redes sociais o assunto #MaiorMotociataDoMundo. O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, escreveu: “O que vão inventar agora para diminuir a maior motociata de um político da história mundial provavelmente?”
Obtidos pela Folha, os dados das praças de pedágio da AutoBAn, concessionária que administra a rodovia, são coletados pelo Sistema de Monitoramento de Informações de Pedágio (MIP) e foram concedidos pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo).
A motociata desta sexta-feira teve cerca de 130 km, entre as cidades de São Paulo e Americana, e bloqueou a Bandeirantes por cerca de cinco horas. O reforço no policiamento para a motociata deverá custar cerca de R$ 1 milhão aos cofres públicos do estado, segundo o governo paulista.
O ato reuniu motoqueiros portando bandeiras do Brasil e entoando gritos de apoio ao presidente. O ex-ministro Tarcísio de Freitas, pré-candidato ao Governo de SP, também participou da motociata. Com o nome de Acelera para Cristo, a motociata teve entre seus organizadores o empresário Jackson Vilar, que também se apresentou como o organizador da primeira edição do evento, no ano passado, em São Paulo.