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25 de julho de 2024

Ministra defende estratégias de combate à desinformação na saúde

A ministra da saúde alertou sobre as pessoas que buscam ouvir várias visões de um mesmo fato, o que abre espaço para legitimar discursos falsos.
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

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A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou, nesta terça-feira (9), que o país está “muito aquém do que se faz nas redes pautadas pela direita” e defendeu estratégias de combate à desinformação na área da saúde, relembrando casos em relação a vacinação e ao covid-19. O pronunciamento da ministra ocorreu na 76ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que tem como tema Ciência para um Futuro Sustentável e Inclusivo: por um Novo Contrato Social com a Natureza. 

“Estamos muito aquém. É uma guerra sim – e não sei nem se guerra é a melhor forma de combater isso. Mas o que eu vejo é que estamos muito aquém, pela rapidez com que se dissemina. E não só isso: você dissemina uma informação falsa, criminosa, de maneira criminosa. Não é nada neutro. São coisas orquestradas”, avaliou a ministra. 

Em sua alegação sobre o assunto, a ministra alertou sobre as pessoas que buscam ouvir várias visões de um mesmo fato, o que abre espaço para legitimar discursos falsos. Ela relembrou os debates sobre a pandemia de covid-19 no Congresso Nacional. “A gente mesmo, muitas vezes, dá espaço para legitimar discursos que não deveriam ter lugar – pelo menos não nos nossos ambientes. Como tiveram na CPI da Covid. Como se fosse tudo igual”, disse. 

Nísia também relembrou a desinformação acerca da vacinação no país, o que dificultou a proteção de diversas pessoas durante a pandemia. “Ao negacionismo, podemos, sim, creditar em grande parte porque, à medida em que se tem um governo negacionista, não se faz campanha, não se faz esclarecimento, não se coloca a questão da vacinação e outras questões ligadas ao cuidado como prioridade”, afirmou a ministra. 

 

OUTRAS ESTRATÉGIAS PARA VACINAÇÃO

Além do combate à desinformação, a ministra da saúde defendeu outras estratégias para facilitar o acesso à vacina. Nísia citou as unidades de saúde funcionando em horário estendido, além dos profissionais da saúde trabalharem com o que a ciência define como “percepção de risco”, para ampliar as coberturas vacinais em momentos em que se percebe o aumento da circulação de algum vírus. A ministra também destacou a ampliação da vacinação nas escolas. “[A dose contra o] HPV foi uma das vacinas mais atacadas. Uma vacina fundamental para a prevenção de câncer de colo de útero e de outros tipos de câncer, porque também devemos proteger os meninos. [A vacinação nas escolas] fez com que tivéssemos, pelo menos com a primeira dose, 80% de crianças e adolescentes vacinados.”

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