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Mutirão retira 2 toneladas de lixo da praia do Complexo do Pecém

A mobilização chama atenção para os mais de 430 milhões de toneladas de materiais plásticos produzidos anualmente, parte dos quais acaba sendo despejada nos ecossistemas marinhos
Mais de 120 pessoas, entre colaboradores e moradores das comunidades vizinhas, participaram da mobilização na praia localizada na área do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Foto: Divulgação/ Ascom Cipp

Com ações voltadas à conscientização sobre a importância de preservação da natureza, foi realizado, nesta quarta-feira (18), um mutirão de limpeza que resultou no recolhido de aproximadamente 2 toneladas de resíduos, principalmente plástico, na praia localizada na área do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp).

Durante a manhã, mais de 120 pessoas — entre colaboradores e moradores das comunidades vizinhas — participaram da mobilização. Para o gerente de Meio Ambiente do Cipp, Willame Amaral, a atividade transmite uma mensagem essencial, especialmente às novas gerações. “É uma forma de contribuir um pouquinho com a natureza, não apenas com essa retirada do lixo. Mais do que tudo, é algo para sensibilizar essas pessoas, que acabam também replicando essa mensagem para seus familiares”, destacou.

O gestor ressaltou que a ação está alinhada ao Dia Mundial do Meio Ambiente, que neste ano promove a campanha Acabe Com a Poluição Plástica. A mobilização chama atenção para as mais de 430 milhões de toneladas de materiais plásticos produzidos anualmente, parte dos quais acaba sendo despejada nos ecossistemas marinhos.

Para a marisqueira Antônia Silva, que participou do mutirão, a iniciativa é fundamental, pois o descarte incorreto afeta tanto a vida marinha quanto a rotina de quem vive da pesca.

Quando vou pescar no mangue e puxo o galão de pesca, vem muito lixo. E a gente, como marisqueira, precisa se conscientizar sobre a importância de recolher todo aquele lixo. É isso que faço sempre. Meus filhos e eu damos um jeito de juntar tudo. Faz bem para a gente, mas temos que pensar no mar também, que dá nosso sustento“, destaca Antônia Silva.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), cerca de 11 milhões de toneladas de resíduos plásticos são despejadas anualmente nos ecossistemas aquáticos em todo o mundo. Além disso, microplásticos também se acumulam no solo, oriundos de esgotos e aterros sanitários, agravados pelo uso de embalagens plásticas na agricultura.

Os impactos sociais e ambientais dessa poluição geram custos estimados entre US$ 300 bilhões e US$ 600 bilhões por ano. Ainda conforme a entidade, uma garrafa plástica pode levar até 450 anos para se decompor, gerando danos prolongados ao meio ambiente.