Durante as fiscalizações no Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio, realizadas na última segunda (9) e terça-feira (10), foram encontrados um peixe-leão (Pterois) e a acumulação de lixo de pesca. O local é a única Unidade de Conservação (UC) estadual totalmente submersa no mar cearense. A unidade fica a cerca de 18 quilômetros de distância do Porto do Mucuripe. As ações fazem parte do Projeto Áreas Marinhas e Costeiras Protegidas (GEF Mar), uma iniciativa do Governo Federal, em parceria com instituições privadas e organizações da sociedade civil.
“As atividades ocorrem no período de menos vento, que também é conhecida como a temporada de mergulhos, que fica entre dezembro e junho, com a integração de esforços entre diferentes entidades e visam garantir a conservação e o uso sustentável desses ambientes”, disse a gestora do Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio,, bióloga Thais Pereira.
A iniciativa busca promover a conservação da biodiversidade marinha e costeira no Brasil, através do estabelecimento, ampliação e gestão de Áreas Marinhas e Costeiras Protegidas (AMCPs). O monitoramento é realizado pela Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema), em parceria com a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e pesquisadores voluntários da Universidade Federal do Ceará (UFC), vinculados ao Instituto de Ciências do Mar (Labomar).
O GEF Mar também busca identificar soluções para garantir a sustentabilidade financeira dessas áreas, contribuindo para a redução da perda de biodiversidade nesses ecossistemas. As visitas foram realizadas em áreas conhecidas como Cabeço do Arrastado, Cabeço do Balanço e Pedra Nova. Com a presença da espécie invasora e do lixo de pesca, os especialistas destacam a urgência de ações de monitoramento contínuo e manejo adequado para mitigar os impactos dessas ameaças à fauna e flora marinhas.
