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Braqueamento de corais avança na região do Nordeste, aponta levantamento

O monitoramento está sendo realizado na região de Tamandaré, localizado em Pernambuco.
Foto: Pedro Pereira

Um fenômeno está chamando bastante atenção nos recifes do Nordeste: o branqueamento de corais. O acontecimento, registrado na região de Tamandaré, em Pernambuco, localizado no setor norte da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, destaca que as espécies de corais-de-fogo (pertencente ao gênero Millepora) mostram um branqueamento muito grande, de acordo com Beatrice Padovani, pesquisadora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Os corais são animais invertebrados marinhos capazes de se alimentar autonomamente, porém, a maioria da sua dieta ocorre através da simbiose, uma relação beneficiada mutuamente, com as algas zooxantelas. Quando acontece a fotossíntese, esses seres unicelulares produzem nutrientes para seus hospedeiros animais.

POR QUE FICAM BRANCOS

As zooxantelas são responsáveis pelas cores dos corais. Quando a temperatura do mar aumenta, elas simplesmente deixam os animais e deixam desta forma, esbranquiçados. Com a falta dos nutrientes oferecidos pelas algas, os corais conseguem permanecer vivos e se alimentando de micro-organismos por alguns meses, mas a sua saúde fica pior, deixando mais próxima da sua morte. O fenômeno está crescendo em massa global, e foi alertado pela Agência de Meteorologia e Oceanografia Norte-americana (NOAA), que verifica a temperatura dos oceanos. Em um comunicado, o órgão adverte que cerca de 90% de chance de branqueamentos acontecerão de março a julho deste ano em várias partes do mundo.

Além das mudanças climáticas, outros fatores são influentes para a saúde dos corais. Para haver uma melhora, é necessário o lançamento de esgoto no mar, a preservação de ecossistemas que estão associados com a restinga e o manguezal e, por fim, a redução do uso de plástico.