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21 de julho de 2024

Máscara passa hoje a ser opção em todo Ceará após mais de 2 anos

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Após mais de dois anos lidando com a obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes fechados, Fortaleza e os demais 183 municípios cearenses receberam a anuência para que a população não precise mais de utilizar, a partir de hoje (15), o acessório em locais que não são ao ar livre. A mudança vem cerca de três semanas após a exigência não existir mais para espaços abertos.

A deliberação é do Comitê Estadual de Combate à Pandemia foi divulgada ontem (14) pela governadora Izolda Cela. Ao lado do secretário da Saúde do Ceará, Marcos Gadelha, a gestora explicou que a decisão foi tomada diante de um cenário positivo e de controle em relação à covid-19.

“Têm algumas exceções importantes baseadas no princípio da precaução: equipamentos de saúde, tais como hospitais, clínicas, policlínicas, UPAs, postos de saúde, lugares de assistência à saúde; e também o transporte público. Essa gradação é sempre pautada na prudência e responsabilidade”, afirmou Izolda Cela. A governadora pontuou, entretanto, que algumas recomendações permanecem, como o uso em pessoas com imunossupressão e em outras em condições que demandem maior cuidado.

O reforço da vacinação contra a doença também foi pauta da transmissão on-line. Segundo dados oficiais, até ontem, mais de 19 milhões de doses haviam sido aplicadas na vacinação da população do Estado contra a covid-19. A dose de reforço (D3) chegou ao braço de quase 60% dos cearenses. Especialistas apontam que o ideal é que pelo menos 70% da população esteja totalmente imunizada. Sobre o cenário, o titular da Sesa detalhou números que demonstram que na terceira onda o quantitativo de internações e óbitos em Fortaleza foi inferior a duas ondas anteriores, mesmo com alta contaminação. “Apesar desse quantitativo de casos [confirmados], nós não tivemos uma pressão grande sobre o sistema hospitalar e internações nem tivemos um quantitativo de óbitos se compararmos com a primeira e segunda ondas. Isso, obviamente, se deve à cobertura vacinal e à imunidade da população”, explicou Marcos Gadelha, apontando que as últimas semanas apresentaram baixa positividade de casos no Ceará.”

LEITOS NO CEARÁ

Até o final da tarde de ontem, a ocupação de leitos gerais – que consideram de adultos, crianças e gestantes – de enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) voltados a Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) em todo Ceará marcava 54,18% e 31,91%, respectivamente. Até o mesmo período, o índice mais alto concentrava-se nos leitos infantis de todo Estado: quase 80% de ocupação de UTIs e 94% de enfermarias, ambas por SRAG. Não há leitos neonatais ativos para tratar de doenças do tipo. Um paciente estava em ventilação mecânica e seis estavam internados em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Os números usados pela reportagem consideram leitos públicos e privados e estão disponíveis na plataforma IntegraSUS. “Nós não tivemos toda aquela pressão no sistema assistencial e na evolução de óbitos por um motivo muito forte e determinante, que é a cobertura vacinal. Considerando a condição dos outros estados [brasileiros], o Ceará se destaca. Nós precisamos aproximar essa medida entre o percentual de pessoas que completaram o primeiro esquema (86,6%) e o de pessoas com dose de reforço (59,4%) para que a cobertura da dose de reforço possa estar em um patamar cada vez mais confortável”, frisou a governadora.

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