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17 de julho de 2024

Mais de 30% de renovação com suplentes na CMFOR este ano

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Nesta quarta, mais um vereador pediu licença do cargo por 120 dias na Câmara Municipal de Fortaleza: Wellington Saboia. Em seu lugar, fica o suplente Didi Maravilha

Ingrid Campos
ingrid.campos@opiniaoce.com.br

Foto: Natinho Rodrigues

Mais um vereador pediu licença do cargo por 120 dias na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFOR) – Wellington Saboia (PMB) pediu licença nesta quarta-feira, 1º. Em seu lugar, fica o suplente Didi Maravilha (PMB). Este é o nono substituto na Casa que assume a titularidade do mandato apenas neste ano.

O número sobe para 14 quando se observam os afastamentos tirados no fim do ano passado que se prolongaram até o início de 2022. Esse total indica uma renovação de 32,5% no corpo parlamentar da Câmara neste período.

Antes de Wellington Saboia, afastaram-se do cargo Kátia Rodrigues (Cidadania), Julierme Sena (UB), Cláudia Gomes (PSDB), Michel Lins (Cidadania), Paulo Martins (PDT), Inspetor Alberto (PL), Estrela Barros (Rede) e Bruno Mesquita (Pros) neste ano. Assim, assumiram uma cadeira na CMFOR, respectivamente, Nêga do Henrique Jorge (Cidadania), Adams Gomes (União Brasil), Daniel Borges (Avante), Pedro França (Cidadania), John Monteiro (PDT), Dudu Diógenes (PL), Wander Alencar (Rede) e Pedro Matos (PL).

Além deles, Leo Couto (PSB), Erivaldo Xavier (PSC), Professor Enilson (Cidadania), Ronivaldo Maia (PT) e Renan Colares (PDT) entraram 2022 fora da titularidade. Entre outubro de 2021 e abril deste ano, Moura Taxista (PSB), Robério Sampaio (PSC), Danilo Ribeiro (Cidadania), Dr. Vicente (PT) e John Monteiro novamente, nessa ordem, estiveram à frente do mandato.

Em ano eleitoral, as licenças parlamentares, principalmente as justificadas como “de interesse particular”, ganham caráter de campanha. Muitas vezes, os partidos querem oxigenar a imagem de seus filiados que concorrerão a cargos públicos e que não foram eleitos no pleito anterior. Os afastamentos previstos no regimento interno acabam sendo uma alternativa viável nesse sentido.

É o caso do Cidadania. Desde o fim de 2021, todos os vereadores eleitos pela legenda no pleito de 2020 cederam espaço para suplentes. A estratégia é bem explicitada por membros da sigla, como o seu presidente municipal, Michel Lins.

Em outros casos, a visibilidade do cargo é tão significativa que é necessário um diálogo entre a lista de suplentes para saber quem fica na Casa. Foi o que ocorreu para que Dudu Diógenes chegasse à CMFOR. Substituto de Inspetor Alberto, o agora vereador em exercício ainda tinha Prof Airton Moral, Andreza Matos, Marcelo Mendes, Daniel Borges e Clêrton Braga, além de Pedro Matos – que já está em atividade na Casa pelo afastamento de Bruno Mesquita – à sua frente na sequência de suplentes mais votados nas eleições municipais. De acordo com fonte ligada ao mandato, houve um acordo entre os outros substitutos e, por isso, ficou acertado que ele assumiria a vaga.

RONIVALDO MAIA
Nem sempre a licença atende a interesses eleitorais, como mostra o caso de Ronivaldo Maia. Este afastou-se do cargo em dezembro de 2021 após vir à tona sua prisão em flagrante por suposta tentativa de feminicídio. Com o parlamentar, ocorreu o movimento oposto: a troca de titularidade do mandato, que ficou com Dr. Vicente, foi adequada para resguardar a imagem do vereador naquele momento.

Na ocasião, iniciavam-se as etapas de um processo judicial contra o parlamentar, enquanto enfrentava uma crise dentro do próprio partido, que suspendeu sua filiação após tomar ciência do ocorrido.

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