O ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, reassumiu a presidência nacional do PDT nesta terça-feira (20). A saída do Governo Lula do dirigente da sigla ocorreu em meio a escândalo de descontos indevidos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O ex-titular da pasta, aliás, anunciou apoio do seu partido à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS no Congresso Nacional. Lupi retoma o posto que vinha sendo exercido interinamente pelo deputado federal cearense André Figueiredo.
Segundo Lupi, a decisão de apoio à CPI foi unânime dentre a Executiva do partido, já que ele não teria “nada a temer”. “Quem deve estar muito preocupado com a CPI é o Bolsonaro e os ministros dele. O que eles fizeram para montar esse esquema? A PF [Polícia Federal] tem que investigar isso, tem que mostrar para onde foi esse dinheiro, quem recebeu depósito em conta. Vamos ver se eles vão querer que investigue para valer”, afirmou.
“A nossa decisão unânime foi apoiar a CPI, como foi proposto na bancada dez dias atrás, desde que ela conste a partir do ano de 2019, que é quando os ladrões começaram a entrar no INSS”, acrescentou.
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Ainda conforme o presidente do PDT, não há mágoa com o presidente Lula (PT). Ele afirmou que não tem nenhum sentimento que não seja de respeito e carinho ao chefe do Executivo. Ele ressaltou, no entanto, que a bancada trabalhista vai adotar uma postura de independência sempre que o Governo colidir com conteúdos programáticos pedetistas.
