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Lupi contesta apoio de pedetistas a André: “Jamais podemos estar ao lado de filhotes da ditadura”

Carlos Lupi cumprimentando Roberto Cláudio, em evento que confirmou Flávio Torres como presidente do PDT no Ceará. Foto: Natinho Rodrigues

Liderança máxima do PDT e um dos fundadores do partido em 1980, Carlos Lupi se posicionou acerca da corrida eleitoral em Fortaleza. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o pedetista diz que a sigla não pode se posicionar de outra forma que não seja em apoio à candidatura de Evandro Leitão (PT) ao Executivo municipal. Na ocasião, o presidente partidário ressalta que o PDT não pode estar ao lado “dos filhotes da ditadura”, se referindo a André Fernandes (PL). Filiados à sigla trabalhista, o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e lideranças locais definiram apoio ao candidato bolsonarista.

Segundo Lupi, o PDT é o partido dos “excluídos, perseguidos, cassados, torturados e mortos” pela ditadura. “Infelizmente, no Ceará, temos uma realidade muito triste. Candidato apoiado por essa direita mais ultrapassada, mais raivosa, que representa, com a sua face, a face dos filhos da opressão, dos torturadores, ‘filhotes da ditadura’, como falava Leonel Brizola, se apresenta como candidato”, afirmou.

“Um partido como o nosso jamais poderá estar ao lado dos ‘filhotes da ditadura’”, completou, questionando o apoio de agentes políticos filiados ao partido no Estado que definiram apoio e participam da campanha de Fernandes.

Mesmo com o posicionamento pró-Evandro de Lupi e do presidente interino do partido, o deputado federal cearense André Figueiredo, o Diretório Nacional decidiu ficar neutro e liberar os seus filiados para se posicionarem como bem entenderem no segundo turno do pleito em Fortaleza. “Para proteger os nossos companheiros, falamos da neutralidade”, explicou o presidente.

No Estado, o PDT está rompido com o grupo governista – liderado pelo PT – desde 2022. No ano, à época da definição das candidaturas a serem lançadas para o Governo do Ceará, o PDT lançou Roberto Cláudio como seu postulante, no lugar de tentar reeleição com a então governadora Izolda Cela, defendida, à época, pelo PT e por Camilo Santana. O posicionamento gerou o rompimento da aliança e uma crise interna dentro do partido.

Segundo Lupi, ele “não possui dificuldade” em falar que Evandro deve ser o candidato apoiado pelo partido. “Independente de qualquer divergência pessoal, Fortaleza é maior que todos nós. É nossa obrigação, como cidadãos brasileiros, alertá-los: ditadura nunca mais, chega desses filhotes da ditadura”, acrescentou.