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23 de julho de 2024

Lula e Xi Jinping assinam 15 acordos em Pequim com foco em economia e combate à fome

Entre os termos assinados entre Brasil e China, estão acordos de cooperação espacial, em pesquisa e inovação, economia digital e combate à fome, intercâmbio de conteúdos de comunicação entre os países e a facilitação de comércio
Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

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O presidente Lula (PT) e o presidente da China, Xi Jinping, assinaram, nesta sexta-feira, 15, em Pequim, capital do país asiático, 15 acordos comerciais e de parceria. Os termos assinados entre os países incluem acordos de cooperação espacial, em pesquisa e inovação, economia digital e combate à fome, intercâmbio de conteúdos de comunicação entre os países e a facilitação de comércio.

Lula está em viagem pela China e foi recepcionado no Grande Palácio do Povo, sede do governo chinês. A reunião ocorreu de forma ampliada e privada, e contou com a participação dos ministros e assessores de ambos os países. Além de temas bilaterais, os mandatários trataram do diálogo e negociação para encerrar a invasão da Ucrânia pela Rússia.

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Um dos acordos assinados prevê o desenvolvimento de um satélite, o CBERS-6, construído em parceria bilateral e de acordo com governo brasileiro, esse novo modelo possui uma tecnologia que permite o monitoramento de biomas como a Floresta Amazônia, mesmo com nuvens.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, esses acordos somam-se àqueles anunciados durante o Seminário Econômico Brasil-China, realizado em 29 de março, totalizando mais de 40 novas parcerias. Lula deveria ter feito essa viagem no fim do mês passado, ocasião do seminário, mas um quadro de pneumonia o obrigou a adiar o compromisso.

ACORDOS

Dentre os acordos assinados, alguns tratam de certificação eletrônica para produtos de origem animal e dos requisitos sanitários e de quarentena que devem ser seguidos por frigoríficos para exportação de carne do Brasil para a China. O setor empresarial também foi contemplado com a assinatura de 20 novos acordos entre os dois países em áreas como energias renováveis, indústria automotiva, agronegócio, linhas de crédito verde, tecnologia da informação, saúde e infraestrutura. No segmento turístico, o Brasil foi incluído na lista de destinos autorizados para viagens de grupos de turistas chineses, aumentando assim o fluxo de visitantes entre os países.

PASSAGEM PELA CHINA

Em sua passagem pela sede do governo chinês, Lula encontrou-se com o presidente da Assembleia Popular Nacional da China, Zhao Leji. Segundo a Presidência da República, eles trataram da parceria estratégica entre Brasil e China, da ampliação de fluxos de comércio entre os países e do equilíbrio da geopolítica mundial. Além disso, Lula também se reuniu com o presidente da State Grid, Zhang Zhigang. A empresa é líder do setor elétrico na China e tem investimentos no Brasil, com 19 concessionárias e linhas de transmissão em 14 estados.

Conforme o Palácio do Planalto, o presidente do Brasil reforçou a importância dos investimentos chineses no país, a confiança na economia nacional e o foco do governo federal em investimentos em energias renováveis e na ampliação da rede de transmissão integrando projetos de geração eólica e solar com a rede convencional.

Lula também participou da posse da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como presidente do banco dos Brics. O evento ocorreu em Xangai nesta quinta-feira, 13, onde na ocasião Lula encontrou-se com empresários e visitou o centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa de tecnologia Huawei. A comitiva do presidente Lula deixa a China neste sábado, 15. No retorno ao Brasil, o avião presidencial pousará em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, para uma visita oficial.

PARCEIRO COMERCIAL

A China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009. Em 2022, foram mais de US$ 150,4 bilhões comercializado entre os dois países, algo em torno de pouco mais de R$ 741 bilhões de reais. Este ano marca o cinquentenário do início das relações comerciais entre Brasil e China. A primeira venda entre os dois países aconteceu em 1973, um ano antes do estabelecimento das relações diplomáticas sino-brasileiras.

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