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Lula afirma que vitória de Kamala Harris é mais segura para a democracia

O levantamento é encomendado pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 27 e 31 de março, e foi ouvido por 2.004 pessoas. Foto: Natinho Rodrigues/ Opinião CE

As eleições para a presidência nos Estados Unidos acontecem nesta terça-feira (5) e, segundo dados da Universidade da Flórida, mais de 60 milhões de eleitores já votaram presencialmente ou pelo correio. No entanto, assim como nas eleições presidenciais que ocorreram no Brasil em 2022, os EUA vivem um momento de polarização entre a democrata Kamala Harris e o republicano Donald Trump.

Em entrevista ao canal de TV francês TF1, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na última sexta-feira (1º),  que a vitória da atual vice-presidente do país norte-americano é mais segura para o fortalecimento da democracia .Ainda segundo o presidente, o ódio e a mentira passaram a tomar conta do sistema político não apenas nos Estados Unidos, mas na Europa e na América Latina. “É o fascismo e o nazismo voltando a funcionar com outra cara”, acrescentou.

“A democracia, para mim, é o espelho fiel de um sistema político que permite os contrários, permite os antagônicos, a disputa civilizada entre a humanidade na discussão de ideias. Então, eu acho que a Kamala Harris ganhando as eleições é muito mais seguro de a gente fortalecer a democracia nos EUA. É muito mais seguro. Nós vimos o que foi o presidente Trump no final do seu mandato, fazendo aquele ataque ao Capitólio. Uma coisa que era impensável de acontecer nos EUA, porque os EUA se apresentavam ao mundo como um modelo de democracia. E esse modelo ruiu”, disse Lula.

Durante a entrevista, o petista foi questionado sobre a presidência brasileira do G20, cuja cúpula será realizada este mês no Rio de Janeiro, e destacou a prioridade da construção de uma articulação mundial para o combate à fome. “Estamos realizando um G20 em que discutimos, como tema principal, uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Não há mais justificativa para que 733 milhões de pessoas passem fome em um mundo autossuficiente na produção de alimentos”, afirmou.

Lula também defendeu mudanças profundas nas instituições multilaterais, especialmente na Organização das Nações Unidas (ONU), e comentou sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia. Ele sugeriu que os países busquem uma saída negociada, incluindo a possível realização de referendos para tratar da ocupação de territórios ucranianos pelas forças russas.