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28 de maio de 2024

Luizianne, da estratégia ao charminho

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Luizianne Lins tem larga e profunda experiência política. Começou no movimento estudantil, foi vereadora de Fortaleza, deputada estadual, prefeita e é agora deputada federal. É militante feminista reconhecida, respeitada também pela inserção em movimentos jovens. Mesmo assim, derrotada na convenção na qual o PT decidiu pelo deputado Evandro Leitão como candidato a prefeito da capital, diz que ainda não definiu se vai apoiá-lo na campanha. Afirma que a decisão, se tomada for, só se dará após “conversa” com o governador Elmano de Freitas. Em paralelo, participa da formação de novo bloco petista que há de fazer o mesmo, certamente com outro nome, que já faz o grupo ao qual pertence atualmente – oposição a que a contraria. Com a vivência e o compromisso que diz ter, cabe a Luizianne Lins fazer beicinho e bater pé? É legítimo que se torne obstáculo para o partido concorrer numa eleição difícil, como se prenuncia a deste ano em Fortaleza? É correto que aliados insinuem que ela pode apoiar um nome da direita bolsonarista? Isso é estratégia de criar dificuldades para vender facilidades? Ou é só charminho?

Portas abertas
Doações para amparar gaúchos no Movimento Acolher, da Assembleia Legislativa do Ceará, podem ser feitas até esta sexta-feira (17). “É um movimento de solidariedade para doar o que podemos para fazer a diferença na vida dos nossos irmãos gaúchos”, define o presidente da Alece, Evandro Leitão.

Terá muito trabalho
Passou na Câmara Municipal projeto do Executivo que cria o Laboratório de Avaliação Experimental de Políticas Públicas para Redução das Desigualdades (Desigual Lab) em Fortaleza. Articulado pelo vice-prefeito, Élcio Batista, o Desigual Lab será vinculado ao Instituto de Pesquisa e Planejamento, novo (e mais amplo) nome do antigo Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor).

Falar é fácil
O vereador Danilo Lopes (PSD), que sonha em repetir o mandato, está espalhando vídeo sobre demandas de segurança no bairro Guararapes. Só que nunca apresentou projeto fortalecendo o serviço, via Guarda Municipal, naquela região. Duvida? Consulte o site da Câmara Municipal de Fortaleza.

Nada, nada, nada
A relação de projetos de Danilo Lopes inclui um que cria uma “central de atendimento 153 da Guarda Municipal”. E outros que dão força à empresa Waze, sugerindo que a Prefeitura faça parceria com o aplicativo. Mas segurança para o Guararapes, necas.

Chovendo no molhado
É do deputado Luiz Henrique, o “Apóstolo”, projeto que proíbe no Ceará “a utilização de recursos públicos em eventos que promovam de forma direta ou indireta a sexualização de crianças e adolescentes”.

Na igreja
Luiz Henrique pode não ter lido ou nem conhece o Estatuto da Criança e do Adolescente, que contém há 34 anos mecanismos de proteção da infância e da juventude. De todo modo, fica o alerta. Afinal, o projeto do “Apóstolo” foi encaminhado poucos dias após explodir nas redes sociais, o vídeo em que um sujeito chamado Lúcio Barreto Filho, o vulgo “pastor Lucinho”, da Igreja Lagoinha–MG, confessar que beija a filha na boca e a chama de “mulherão”.

Irresponsabilidade?
Dos 441 municípios do Rio Grande do Sul, só 69 requereram reforço financeiro do Governo Federal para atenuar efeitos dos temporais. Isso dá menos de 16% do total. Há quem avalie a negligência como sequela do bolsonarismo – politicamente hegemônico no Estado e se recusando pedir socorro a petistas. O ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, lembra que “basta um ofício” para destravar verbas da União.

Roberto Maciel

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