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23 de julho de 2024

Livro de estreia do jornalista e pesquisador Luã Diógenes reúne crônicas e paixões pela música

Livro de estreia do pesquisador musicial Luã Diógenes, “Falando da Vida” reúne 40 crônicas sobre música e da matéria de que ela é feita
Luã Diógenes: a música, paixão de uma vida, é tema de estreia em livro. Foto: Thaiane Silveira/Divulgação

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Já vão longe os tempos que havia nas casas um lugar na estante da sala para os vinis, ou um móvel no quarto para guardar os LPs e, depois, fitas cassete, CDs. No evaporar das mídias físicas, perderam-se encartes, datas, o nome do produtor, a citação ao compositor, o registro, os agradecimentos, histórias da criação das obras musicais. No tempo do Spotify, da playlist eclética e do YouTube, obras como “Falando da Vida: As canções que teimam resistindo” são especialmente importantes. A coleção de crônicas marca a estreia, em livro, do jornalista e pesquisador musical cearense Luã Diógenes.

Apaixonado pela arte da canção, Luã Diógenes é um artista da palavra. É um narrador com domínio do ritmo, das tensões que fazem todas as aventuras e desventuras, do clímax (para usar uma expressão dos tempos do disco), do desfecho e, economicamente, sem cair na caricatura poética, da epifania.

Publicado pela editora Radiadora, “Falando da Vida” reúne 40 escritos, parte deles inéditos, que falam do mundo a partir das canções – e vice-versa. Obsessão do autor, o cancioneiro brasileiro e, em especial, o cearense é mote de histórias e da História. Luã traz em suas crônicas retratos do mundo da boemia, a um só tempo trágico e cômico; e da grande arte de quem traduz em versos e acordes a vida de cada um de nós.

Luã Diógenes conta histórias de quem conhecemos, de quem achamos que conhecemos e de quem deveríamos conhecer. Da ala popstar do Pessoal do Ceará aos gigantes sobre quem recaem poucos holofotes, como Lauro Maia. O prefácio – e as bênçãos – são de Ednardo.

Como todo exercício de memória, o livro é uma expressão de resistência, dos muitos apagamentos aos quais a cultura é submetida – conscientemente, por quem sabe do poder transformador e subversivo das artes; e inconscientemente, por quem esquece de que matéria somos feitos.

O lançamento acontece neste sábado, 17, às 17h30, no Cantinho do Frango, na Aldeota. Após a sessão de autógrafos, sobem no palco ícone Rodger Rogério e Vannick Belchior, para uma homenagem ao Pessoal do Ceará.

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