Voltar ao topo

24 de julho de 2024

Limoeiro do Norte e sua exportação de bananas

Compartilhar:

Limoeiro do Norte, no Vale Jaguaribano cearense, é a cidade que mais exporta banana para a Europa em todo o Brasil. O sucesso da bananicultura na região é resultado de uma soma de fatores importantes: solo fértil, que retém unidade, boa localização e infraestrutura hídrica proporcionada por perímetro irrigado. Foi de olho nesse potencial que nasceu, em 2004, a Fazenda Tropical Nordeste Banesa.

Em números, a empresa é modelo de gestão. Dos 650 hectares de área, 300 são destinados ao plantio de banana e o restante é dividido entre corredores de produção, espaçamento entre bananeiras e áreas para o serviço de irrigação, além de galpões para tratamento da fruta antes do embarque para o exterior. A propriedade emprega 350 profissionais, entre bananeiros, como são chamados aqueles que lidam diretamente com o cultivo, técnicos agrícolas e o corpo funcional da empresa.

Essa gigante é comandada pelo paulista Edson Broke. Ele é profundo conhecedor de frutas tropicais e encontrou no Nordeste uma segunda casa para chamar de lar e desenvolver agronegócio. Broke, que também tem experiência com logística dentro do transporte de cargas por terra, água e ar, enxergou aqui um terreno fértil para a bananicultura. “Limoeiro do Norte foi um achado”.

Já a escolha da fruta foi baseada em evidências, veio pelas características marcantes como sabor adocicado, excelente valor nutricional, produção permanente e boa aceitação no mercado internacional. A Banesa exporta anualmente cerca de 1 milhão de caixas de banana. O faturamento a empresa não revela, mas o negócio é bom, foi fundado em solo rico, com água do perímetro irrigado e tem o Porto do Pecém e boas estradas para escoamento.

O carro chefe da produção é a variedade Nanica, preferência do cliente europeu, que exige também qualidade. A banana, para adquirir competitividade no exterior, precisa passar por manejo adequado, que assegura alto padrão. A produção não recebe defensivos químicos e os bananeiros são treinados para o manejo impecável.

O grande motivador para atrair empresários do agronegócio para o Ceará é a água dos perímetros irrigados, equipamentos hídricos que deveriam receber melhor atenção do poder público. A água que irriga o campo pode fazer crescer a economia do Ceará. A fruticultura tem potencial gigante e pode conviver em harmonia com o meio ambiente, valorizando também a mão de obra rural, coração pulsante do agronegócio.

[ Mais notícias ]