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Em meio a conflito interno, liderança do PDT na Alece pode virar outro imbróglio jurídico; entenda

Guilherme Landim, atual líder da bancada do PDT na Casa. Foto: José Leomar/Alece

O grupo do PDT aliado do prefeito José Sarto na Assembleia Legislativa do Ceará – composto por Queiroz Filho, Cláudio Pinho e Antônio Henrique – espera uma entrega pacífica da liderança do partido na Casa, hoje ocupada por Guilherme Landim. O parlamentar compõe o grupo do senador Cid Gomes, que está de saída para o PSB após rompimento interno com a sigla. Landim defende, por sua vez, o cumprimento do regimento interno da Casa, que determina que o líder é escolhido pela bancada pedetista. A disputa pode abrir uma nova janela jurídica entre os então correligionários, já que nove dos 12 pedetistas na Alece tentam deixar a sigla.

O ex-senador e presidente interino do Diretório Estadual do PDT no Ceará, Flávio Torres, por outro lado, quer mudar o líder do partido na Casa e deve se reunir com o presidente da Alece, Evandro Leitão (PT), para viabilizar a alteração.

“Seria mais oportuno chegar e entregar [a liderança], não o partido ficar nessa briga por cargo, por liderança”, opinou o deputado Cláudio Pinho ao OPINIÃO CE durante a abertura dos trabalhos legislativos, nesta sexta-feira (2). “Existe o estatuto partidário que diz que a executiva, junto com a bancada, define o líder do partido, já o rendimento desta Casa diz que é só a bancada. Então, já vamos pra outro problema jurídico, mas será que isso contribui para o partido?“, questionou o parlamentar.

O OPINIÃO CE também questionou Landim sobre a mudança da liderança. “Ainda não fui procurado. Vamos aguardar para ver o que o novo presidente [Flávio Torres] tem para falar, lembrando que a liderança o regimento interno da Assembleia diz que quem escolhe a liderança é a bancada. A nossa bancada me escolheu, nós temos a maioria e vamos aguardar”.

“Nós, nove [parlamentares aliados ao governo Elmano, não podemos ter os nossos mandatos usados para uma minoria fazer o que quiser com a liderança. Eu, como líder, sempre resguardei o direito de todos se manifestarem”, defendeu Landim.

ENTENDIMENTO

Questionado sobre qual seria o nomes ideal, entre os três parlamentares alinhados ao PDT estadual, para encabeçar o partido na Alece, Pinho se colocou à disposição. “Nós, que resolvemos ficar no PDT, que a gente possa ter também a construção desse consenso. Essa questão de ser ou não o líder da bancada, depende do momento, depende do que o partido está querendo no momento da escolha do seu líder”, apontou.

“O Flávio [Torres] me ligou, agora essa semana, e a gente ficou de conversar, primeiramente os três deputados pra tentar dialogar sobre esse assunto”, revelou o deputado estadual Antônio Henrique, também nesta sexta. “De antemão, eu entendo que o partido tem 12 deputados, dos quais três realmente estão seguindo a orientação partidária, que é a orientação que vem dos nossos líderes, do presidente estadual, do nacional. Os outros estão em outro caminho. Então, acredito que não seria coerente a liderança do partido ficar sendo de alguém que não tem relação direta com o partido“, defendeu.

Com informações de Felipe Barreto