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17 de julho de 2024

Lava Jato: mensagens inéditas revelam que procuradores queriam investigação contra Ciro

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Trechos inéditos de diálogos entre procuradores da Operação Lava Jato revelam que o pré-candidato à Presidência em 2022, Ciro Gomes (PDT), foi alvo de conversas entre integrantes da força-tarefa. Os diálogos revelados de forma inédita foram publicados pela revista Carta Capital nesta terça-feira (25). Nas conversas, os operadoras da Lava Jato procuraram algo nas investigações que pudesse ser usado contra o ex-governador do Ceará e crítico ferrenho da operação, e seu irmão, o senador Cid Gomes (PDT).

Pelas redes sociais, o presidenciável comentou a denúncia. “Alguém terá alguma dúvida, depois de ler esta documentada matéria de Glenn Greenwald e Victor Pougy, de que a operação abusiva contra mim é remanescente da ação deste grupo fora-da-lei comandado por Moro e Delagnol?”, disse. “O pior é que os dois, depois de perseguirem adversários e enriquecerem com a Lava Jato, querem contaminar ainda mais o ambiente político, ganhando um novo palco para seus espetáculos macabros”.

O novo material é parte do arquivo entregue ao jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept, em junho de 2019, e oferece novos insights sobre o modus operandi da força-tarefa. Além de Ciro Gomes, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o jornalista Márcio Chaer, crítico da operação, foram alvos de conversas dos integrantes da força-tarefa. Nos trechos revelados pela Carta Capital, os dois são chamados de “fdp” e “pilantra”, respectivamente.

As conversas mostram que os procuradores planejaram formas de explorar seus poderes investigativos para obter e vazar para a imprensa informações que constrangessem seus críticos.

Novos desdobramentos

Em dezembro de 2021, os irmãos Ferreira Gomes foram alvos da Operação Colosseum, deflagrada pela Polícia Federal no Ceará e em outros quatro estados. O objetivo era apurar supostas fraudes, exigências e pagamentos de propinas a agentes políticos e servidores públicos na licitação para obras no estádio Castelão, em Fortaleza, entre os anos de 2010 e 2013. A ação foi considerada “abusiva” pelos irmãos e outras lideranças políticas. Após ação, nada foi encontrado na residência do candidato.

“Mas depois da Policia Federal subordinada a Bolsonaro, com ordem judicial abusiva de busca e apreensão, ter vindo a minha casa, não tenho mais dúvida de que Bolsonaro transformou o Brasil num Estado Policial que se oculta sob falsa capa de legalidade”, alegou Ciro, na ocasião.

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