O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura de Gilson Machado, que chefiou a pasta do Turismo durante o governo de Jair Bolsonaro (PL-RJ). O político foi preso na manhã de sexta-feira (13), em Recife, capital de Pernambuco, por suspeita de tentar emitir um passaporte português para o ex-ajudante de Ordens de Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, delator nas investigações sobre a trama golpista.
Após a decisão de Alexandre de Moraes, o advogado do ex-ministro do Turismo, Célio Avelino, disse que o mandado de soltura já foi expedido na noite de sexta-feira. O defensor de Gilson Machado apresentou o documento neste sábado (14) e ele foi posto em liberdade pela manhã.
Em substituição à prisão, Gilson Machado deverá cumprir medidas cautelares, como comparecimento obrigatório à Justiça, cancelamento do passaporte, proibição de sair do País e de manter contato com investigados pela trama golpista.
Na manhã de sexta-feira, o tenente-coronel Mauro Cid prestou novo depoimento à Polícia Federal (PF) e negou ter a intenção de sair do País. De acordo com as investigações, a família do militar embarcou para os Estados Unidos no mês passado. Em março deste ano, Alexandre de Moraes cobrou explicações do militar sobre a tentativa de obtenção do passaporte português.
Na ocasião, o advogado Cesar Bittencourt disse que Mauro Cid deu entrada no pedido de cidadania portuguesa no dia 11 de janeiro de 2023, três dias após os ataques golpistas. Segundo a defesa, o pedido foi feito única e exclusivamente porque a esposa e as filhas dele já possuem a cidadania lusitana.
Cesar Bittencourt confirmou que a carteira de identidade portuguesa foi expedida e enviada em 2024. O advogado disse ainda que “carteira portuguesa é apenas um documento de identificação“, que tem validade naquele país.
Com informações da Agência Brasil.
