Na última quinta-feira (10), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a realização do júri popular que decidirá se condena os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio Queiroz pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro. O crime completa 6 anos e 7 meses. Ambos são réus na ação penal que tramita no tribunal sobre o assassinato e está sob a relatoria de Alexandre de Moraes.
O início do julgamento do Tribunal do Júri da Comarca do Rio de Janeiro foi marcado para o dia 30 de outubro, às 9h. A decisão do ministro confirma a realização do julgamento, que foi agendado ainda em setembro deste ano, pelo juiz Gustavo Kalil, titular do 4º Tribunal do Júri, que presidirá a sessão.
O CASO
Conforme as investigações, Lessa assinou acordo de delação premiada e é réu confesso do assassinato. O ex-policial disparou os tiros que mataram a vereadora e o motorista. Segundo o acusado, o crime foi cometido a mando dos irmãos Brazão. Já Élcio foi responsável por dirigir o carro usado no crime.
Marielle voltava do evento “Jovens negras movendo as estruturas”, na Lapa, quando, de acordo com testemunhas, teve o carro emparelhado por outro veículo, de onde partiram os tiros, no 14 de março de 2018. Após o crime, foi iniciada uma investigação complexa, que envolveu diversas instâncias policiais.
Além dos dois acusados, são réus no processo que está no STF os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e Chiquinho Brazão, deputado federal (Sem Partido-RJ), o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa e o major da Polícia Militar, Ronald Paulo de Alves Pereira. Todos respondem pelos crimes de homicídio e organização criminosa e estão presos.
