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PMs denunciados por morte de frentista em 2015 vão a júri popular na próxima semana

Nos dias 6, 7 e 8 de maio, quatro policiais militares serão julgados pela morte de João Paulo
Foto: Conselho Nacional de Justiça

Os quatro policiais militares envolvidos na morte do frentista João Paulo Sousa Rodrigues, ocorrida em setembro de 2015, irão a júri popular nesta próxima semana, nos dias 6, 7 e 8 de maio. Os policiais envolvidos são: Antônio Barbosa Júnior, Francisco Wanderley Alves, Haroldo Cardoso da Silva e Elidson Temóteo. Os quatro foram denunciados pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) pelos crimes de sequestro, tortura, homicídio, ocultação de cadáver e organização criminosa em dezembro de 2015.

O processo teve início na 5ª Vara Criminal, entretanto o caso foi distribuído para a 1ª Vara do Júri após constatado o homicídio do frentista. Em 2018, Marcus Renan Palácio de Morais Santos, promotor de Justiça, apresentou um aditamento à denúncia, incluindo o empresário Severino Almeida Chaves como o mandante do crime, porém não houve provas da sua participação. O promotor Marcus Renan será o representante do MP cearense no júri. Ele destaca a importância de resolver o caso, que já completa mais de 10 anos, o mais rápido possível.

“Os fatos que embasam a acusação são de extrema gravidade e demandam uma resposta firme da Justiça. Tanto a família da vítima quanto a sociedade esperam, há nove anos, que os responsáveis por esses atos hediondos sejam devidamente julgados e punidos conforme a lei”, aponta o promotor de Justiça.

O CRIME

A última aparição de João Paulo havia sido no dia 30 de setembro de 2015. A vítima teria sido abordada pelos quatro policiais militares quando estava a caminho do posto de combustível em que trabalhava. Após isso, teria sido algemado e colocado para dentro da viatura, em que teria sido torturado e assassinado, segundo as investigações. Não se sabe ainda o paradeiro do corpo do frentista até agora.

Ainda conforme a denúncia do Ministério Público do Ceará, o pedido do crime foi feito pelo empresário Severino Almeida Chaves, que seria o dono do posto onde a vítima trabalhava, localizado no bairro Parque Santa Rosa, em Fortaleza. Isso aconteceu, pois Severino estava desconfiado que João Paulo estava aconselhando aos criminosos da localidade a assaltarem o empreendimento. Mesmo sendo denunciado em fevereiro de 2018 pelo MP, o empresário foi impronunciado pela justiça, onde foi alegado que não havia provas de sua participação no crime.