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24 de julho de 2024

Justiça Eleitoral: Cid e Evandro serão ouvidos de forma presencial sobre saída do PDT

Pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza, deputado quer se desfiliar do PDT; carta de anuência foi aprovada pelo diretório estadual no fim de agosto
Foto: Reprodução/Redes Sociais

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O juiz do cartório eleitoral da 2ª Zona de Fortaleza, Cid Peixoto do Amaral Neto, decidiu convocar o presidente estadual do PDT, senador Cid Gomes, e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado Ceará (Alece), deputado Evandro Leitão, de forma presencial sobre o processo que culminou no pedido de desfiliação do parlamentar do partido. “Vou ouvir os dois de forma presencial, analisar as atas, o pedido de desfiliação e decidir o quanto antes”, adiantou o magistrado, conhecido pela rigidez e julgamentos rápidos.

Nas suas alegações para se desfiliar do PDT, onde está há 13 anos, Evandro Leitão afirma que não participava das reuniões da executiva estadual, não recebia comunicações e não recebeu nenhum recurso do Fundo Partidário em 2022. Apesar de não contar com apoio financeiro da legenda, o deputado era um dos nomes fortes do PDT no pleito. Evandro concorreu à reeleição, já presidia a Assembleia e era dirigente do partido.

Evandro sabe que sua saída do PDT é uma novela que pode não se encerrar com a decisão judicial. É esperada a reação de setores do partido, que fazem oposição ao grupo político do deputado – dentro do PDT e fora dele. A decisão do diretório estadual de conceder uma carta de anuência ao parlamentar foi criticada por Roberto Cláudio, uma das lideranças da ala oposicionista do PDT. O ex-prefeito capitaneia o grupo pedetista que faz oposição ao Governo Elmano de Freitas. Evandro é pré-candidato e um dos favoritos a receber o apoio do Elmano de Freitas e Camilo Santana na disputa pelo Paço Municipal.

Apoiador da reeleição de José Sarto (e apontado por alguns como o plano B do partido, em eventual desistência do prefeito), Roberto Cláudio tem motivos para não querer que a saída do ainda correligionário se dê de forma tranquila.

CAMINHO PACÍFICO

O presidente do Legislativo cearense recebeu carta de anuência para deixar o partido no fim de agosto, mas encontra resistência principalmente do presidente em exercício, deputado federal André Figueiredo – o presidente nacional, Carlos Lupi, ocupa um Ministério no Governo Lula (PT). “O André, eu acredito que ele, como presidente do partido, esteja seguindo os ditames do estatuto do PDT, aquilo que o colegiado, pelo menos, acredito, está a imaginar. Mas eu tenho absoluta convicção que, no que depender dele, André, vamos dar encaminhamento solucionando toda essa questão”, disse Evandro ao OPINIÃO CE em entrevista na última semana.

Tendo uma relação de proximidade com o deputado federal, uma das lideranças que o levaram ao PDT, juntamente com o senador Cid Gomes, Evandro diz “confiar” na postura do ex-correligionário. O deputado federal, no entanto, faz jogo duro para a liberação de Evandro. “Nós vamos construir de forma muito respeitosa com a direção do partido, com o deputado André Figueiredo, presidente em exercício da direção nacional. Vamos dialogar para que a gente encontre uma solução”, disse. “Na esfera nacional, eu não tenho conhecimento. Digamos assim, dos atores que estão envolvidos. Quem eu conheço, particularmente, é o André. Os demais eu não tenho relações, eu não tenho contato, então, eu não posso falar”.

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