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17 de junho de 2024

Juntando os pedaços

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Ainda bem que o nosso “estimado, educado, sereno e apaziguador” presidente tem apenas uma comum e palatável fama de, digamos desonesto, segundo os primeiros julgamentos dos mesmos oportunistas que o alçaram à fama de descondenado (que me desculpem os fanáticos radicais e intolerantes que o aplaudem); diferente do execrável carniceiro Ebrahim Raisi, ex-presidente do Irã, morto em acidente de helicóptero “old fashion” por falta de peças e assistência técnica do Estados Unidos. Ebrahim não era apenas um fanático radical, intolerante, perverso, covarde, criminoso, era um homem mau com o fígado no coração. Tem dúvida? Pesquise no X do Elon Musk, que escancara notícias, vídeos e fotografias até de bandido sem cabeça e cabeça à parte, apenas advertindo que as imagens são fortes e que abre quem quiser. Até mesmo os membros das equipes de resgate que foram juntar os pedaços de Ebrahim no local do acidente, exibiam com indisfarçável, mas respeitosa alegria, o que sobrou dele; a bem da verdade, muito pouco, além do anel negro que usava.

Foi descartado desde cedo, que não se tratou de “manobra”, coisa dos Estados Unidos. Fosse aqui, no Brasil e que deus livre os raivosos de plantão, tivesse acontecido uma tragédia dessa, matando, por exemplo, o nosso abençoado e “legalmente” eleito presidente e a cambada de seu séquito, mais precisamente o Grande Alexandre, o monocrático, o raivoso Gilmar, e os outros, de somenos importância, dentro da corriola ultra suprema, a versão seria coisa do Soldadinho de Chumbo, embora esse festejado e aplaudido por onde passa.

Ebrahim não gostava nem dele e se acordava mau, sempre ia dormir e péssimo. Tem dúvida, pergunte às mulheres iranianas, alvo de sua fúria e que as castigava com exagerada crueldade cruel por um simples descuido de meio centímetro nas abaias que as mulheres são obrigadas a usar, escondendo quase até a alma. Ebrahim, ainda assim, tinha admiradores espalhados pelo mundo, principalmente aqueles mandatários que jogam no mesmo time. A ONU (quem diria!) chegou a pedir um minuto de silêncio por sua alma, mesmo tendo conhecimento e provas das maldades de Ebrahim.

Ali naquela área, que mais parece a porta de entrada do inferno, onde imperam os ódios gêmeos entre os carniceiros como ele. Duvida, vá conferir nas imagens chocantes das vítimas – principalmente crianças – despedaçadas pelas bombas jogadas por ambos os times que se odeiam e se odiarão até mais além da vigésima geração à frente. O ódio é ensinado nas escolas, tanto de um lado como do outro. Não existe perdão ou possibilidade mínima de trégua, de qualquer esboço de paz de ambos os lados. Pregam, escancaradamente que um lado precisa destruir o outro; aniquilar é o termo mais adequado para definir as vontades que são mostradas todos os dias e não tem reunião de conselho de segurança que faça valer uma solução que cale os canhões, as metralhas, as bombas, os foguetes e os drones que todos os dias infernizam as que vivem na Terra Santa (que ironia!) e no seu entorno. A terra por onde dizem que o filho de Deus deixou suas pegadas nunca foi tão banhada de sangue, notadamente de inocentes.

Não só a notícia da morte “definitiva” de Ebrahim Sisi foi tão celebrada, como os fogos que iluminaram a noite pela certeza de que do carniceiro só sobrou o anel negro serviram para dar um recado ao próximo que vier a ocupar o lugar dele. Ao juntarem os pedaços de Sisi para o seu sepultamento ninguém pensava na mínima possibilidade de que Ebrahim se refizesse como no filme Exterminador do Futuro. Sisi foi um exterminador do passado e que se conforte nos braços de Lúcifer por toda a eternidade.

Irã descarta hipótese de ato criminoso em acidente que matou o “carniceiro do Irã”, como é conhecido Sisi.

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