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14 de julho de 2024

Isso é olhar para trás

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A política exige que também se olhe pelo retrovisor do tempo e das atitudes. Nesses casos, muito mais para se saber o que foi deixado para trás e o que, por reflexo, pode vir a ocorrer. Sobre a crise que está esfarelando o ninho tucano, registramos o seguinte em 5 de abril, sob o título “É o fim do PSDB?” – sem termos bola de cristal nem trazermos de volta a pessoa amada, ressalte-se: “Não foi com Dória que o desgaste começou. Na verdade, o animador de desfile de cachorrinhos (sim, ele fez isso!) que chegou ao Governo paulista com a exótica e oportunista composição ‘Bolsodória’ é personagem de menor importância num palco caótico (…). O adiantado estado de decomposição tucana teve início quando o então senador Aécio Neves (MG), derrotado nas urnas pela então presidenta Dilma Rousseff (PT), em 2014, golpeou a democracia abrindo um sistemático boicote ao governo. A manobra foi abraçada com entusiasmo por nomes como Fernando Henrique Cardoso, Arthur Virgílio e Aloysio Nunes. Aliando-se ao PSDB, o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (então no MDB-RJ), deu o golpe final, executando o impeachment. A consequência das maquinações, como se sabe, tem nome e sobrenome: Jair Bolsonaro”.

Isso é olhar para a frente

Pois bem: a desistência do ex-governador João Dória de disputar as eleições presidenciais, depois que lhe puxaram o tapete tucanamente, só fez o partido acelerar rumo ao apoio ao ex-presidente Lula (PT). Resta agora a nomes vinculados à história do PSDB, como Aloysio Nunes, Tasso Jereissati e Geraldo Alckmin (hoje no PSB e candidato a vice) ligarem o GPS.

Ver de perto

A Justiça cearense empreendeu um importante passo rumo à ciência e à saúde. E deu ganho de causa a mãe que havia ingressado com ação pelo direito de cultivar em casa mudas de cannabis. A planta – também conhecida como maconha – é, segundo os médicos, uma bênção para tratar a filha dela, que tem uma doença rara. Ainda assim, há quem tente esfumaçar a humanidade com discursos rancorosos e disseminação de preconceitos e informações falsas.

Não há o que discutir

A propósito de saúde, o deputado Audic Mota (MDB) pôs para tramitar na Assembleia projeto que cria no Ceará o Programa de Prevenção à Epilepsia e Assistência Integral às Pessoas com Epilepsia. Audic tem argumentos sólidos: “Cerca de 50% dos casos iniciam-se na infância e adolescência, sendo que até 80% dessas pessoas podem ter vida normal, desde que tenham acesso a tratamento adequado e contínuo. No Brasil, cerca de 50% das pessoas com epilepsia não recebem tratamento, o que aumenta a incidência de problemas físicos, psicológicos, econômicos e sociais, além do risco de morte súbita”.

Bicholândia

Tramita na Câmara federal projeto que determina aos síndicos – e aos condomínios, por consequência – a notificação às autoridades competentes de casos de maus-tratos contra animais. Tanto faz se a ilegalidade for registrada nas áreas comuns ou nas unidades residenciais, quem não prestar queixas também vai estar se enrolando com a lei.

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