O Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), deflagrou a Operação Peso de Ouro para investigar suspeita de corrupção em contrato da Prefeitura de Crato com empresa responsável pela coleta de lixo e limpeza urbana.
A ação resultou na prisão de quatro investigados, entre eles agentes públicos e empresários. Um servidor municipal também foi afastado das funções durante o andamento das investigações.
O trabalho contou com a participação de promotores de Justiça e apoio do Departamento Técnico Operacional (DTO) da Polícia Civil (PCCE).
INVESTIGAÇÃO
Ao todo, 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em órgãos públicos, empresas e residências nas cidades de Crato e Juazeiro do Norte, no Cariri Cearense.
Durante as diligências, policiais civis recolheram documentos, celulares e computadores que passarão por análise técnica no curso das investigações.
Todas as ordens judiciais fazem parte de um procedimento investigatório criminal que tramita no Gecoc. No total, 10 pessoas são investigadas no caso.
SUSPEITA
A principal suspeita envolve a forma de pagamento prevista no contrato entre a Prefeitura de Crato e a empresa responsável pela coleta de lixo.
Pelo acordo, os repasses eram feitos de acordo com a tonelagem de resíduos recolhidos. Entretanto, a apuração indica que a pesagem do material não era realizada.
ESQUEMA
Os investigadores apontam que agentes públicos validavam mensalmente relatórios de pesagem sempre no limite máximo do contrato.
Essa prática teria permitido a liberação de pagamentos milionários aos sócios da empresa sem comprovação da execução integral dos serviços, no período entre 2021 e 2024.
Caso a fraude seja confirmada, os responsáveis podem responder por peculato, fraude em contrato, falsidade ideológica e associação criminosa. O processo tramita em segredo de Justiça.
