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Comissão da Alece debate vacinação contra a febre aftosa no Jaguaribe

Audiência será realizada na próxima segunda, 4; O Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa iniciou-se no Ceará, em 2003
Foto: Reprodução/Alece

A Comissão de Agropecuária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) vai realizar audiência pública no município de Jaguaribe para discutir a divulgação do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa e o Plano Estratégico para Retirada da Vacinação no Ceará. Atendendo à solicitação do deputado estadual De Assis Diniz (PT), a audiência ocorre na próxima segunda-feira, 4, no Instituto Eleva.

Segundo o parlamentar, mesmo com o Ceará já tendo realizado 88% das ações do plano estratégico, é necessária a participação efetiva do setor produtivo para que se possa suspender a vacinação em novembro de 2024.

Ainda de acordo com o petista, o debate vai mostrar as vantagens do Plano Estratégico de Retirada da Vacinação para o país e para o Estado. Conforme o deputado, o programa contribui para a economia de custos com vacina; despesa com capatazia – movimentação de cargas e mercadorias em instalações portuárias; e a abertura de mercados para o Brasil e ao exterior “a preços reais”. Para o Estado, De Assis aponta que a retirada de vacinação contribui nos custos com a divulgação de ações e o deslocamento de servidores fiscalizando, assistindo e realizando vacinações oficiais. 

Em 2009, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), constatou a saída do Estado do Ceará “de risco desconhecido para médio risco”. Em 2014, foi detectada “ausência de circulação do vírus”, após testes de sorologia.

“Galgamos o status de livre da febre aftosa com vacinação. Contudo, nos falta chegarmos ao ponto desejado, que é conseguir chegar ao reconhecimento de livre da febre aftosa sem vacinação”, ressaltou De Assis.

FEBRE AFTOSA

A febre aftosa acomete animais biungulados – de casco fundido -, como bovinos, suínos e caprinos. Os animais infectados pelo vírus desenvolvem sintomas como perda de peso, febre e surgimento de vesículas, erosões e úlceras. Sem cura ou tratamento, a doença dura por volta de 2 a 3 semanas nos animais.