O outono no País inicia nesta segunda-feira, 20, às 18h25 (horário de Brasília). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a estação será marcada por temperaturas mais amenas e com chuvas mais escassas. Apesar disso, o Nordeste brasileiro deve seguir com muita chuva. No Ceará, a estarão terá pouca influência, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).
A responsável pela Gerência de Estudos e Pesquisas em Meteorologia da Funceme, Meiry Sakamoro explica como o Ceará atravessa a mudança climática. “Nesta época do ano, o Ceará, assim como todo o hemisfério sul, sofre a mudança de estação, ou seja, sai do verão para o outono, caracterizando o equinócio, que ocorre na noite de hoje”, explica.
O prognóstico da Funceme para os próximo trimestre (março, abril e maio) aponta 40% de probabilidade para chuvas acima da normalidade e 40% dentro da normal.
Meiry explica que neste domingo, 19, dia dedicado a São José, padroeiro do Estado e a quem os cearenses recorrem para pedir um bom inverno, fica próximo ao equinócio, momento em que o sol, na sua órbita aparente, influencia o hemisfério norte. A previsão é que a Zona de Convergência Intertropical, principal sistema indutor de chuvas, comecem a se afastar da costa norte do Nordeste brasileiro, a partir de junho.
- Conforme a Funceme, o inverno no Ceará não corresponde a estação do ano, que no Brasil ocorre entre junho a agosto. O termo acabou sendo usado para nomear o período da quadra chuvosa no Ceará (fevereiro a maio) devido ao aumento da cobertura de nuvens (encobertando o Sol), maior frequência de chuvas e o abrandamento que ocorre nas altas temperaturas após alguns eventos de chuvas.
CEARÁ
Conforme dados da Funceme divulgados nesta segunda-feira, 20, o Ceará deve seguir com boas condições de chuvas em todas as macrorregiões até a próxima quarta-feira, 22. Somente na tarde e noite desta segunda, são esperados registros mais expressivos. Nesta terça-feira, 21, o cenário deverá continuar favorável à ocorrência de mais precipitações ao longo do Estado. A tendência é que os maiores acumulados ocorram na faixa litorânea, o Maciço de Baturité, a Ibiapaba e Cariri.
Na quarta-feira, 22, a Funceme indica uma redução nas chuvas, porém, com possibilidade de ocorrer precipitações em todas as macrorregiões. As chuvas devem-se à formação de áreas de instabilidade atmosférica devido à proximidade da ZCIT do norte do Nordeste, bem como da atuação do sistema de brisa e de efeitos locais, como relevo, temperatura e umidade.
OUTONO NO NORDESTE
No Nordeste, a previsão para o próximo trimestre indica chuvas acima da média na maior parte da região, sendo que, entre os meses de abril e maio, as chuvas deverão persistir em áreas mais ao norte devido à permanência da Zona de Convergência Intertropical.
Além disso, as águas mais quentes próximas à costa nordestina aumentam as chances de chuvas até o final do outono. No leste da região, normalmente, as chuvas superam os 400 milímetros no trimestre com o início do período chuvoso. As temperaturas permanecerão próximas à média, desde a costa do Maranhão até Alagoas, entretanto, no interior do nordeste, a previsão é de temperaturas mais elevadas.
