O Açude Cachoeira, no município de Aurora, sangrou pela primeira vez em quase 14 anos nesta quinta-feira, 16. A última vez que o reservatório verteu foi em abril de 2009, de acordo com o Portal Hidrológico do Ceará. O Cachoeira tem volume total de 34,3 milhões de metros cúbicos e é o terceiro açude da Bacia do Salgado a sangrar neste ano. Com o Cachoeira, subiu para 13 o número de açudes sangrando no Ceará, como informa a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).
Os dados foram atualizados às 11h56 desta sexta-feira, 17. Em igual período do ano passado, o Ceará somava 8 açudes sangrando e um abastecimento geral de 23,3% – exatos 10% a menos do que o registrado nesta sexta-feira (32,3%).
Açudes sangrando no Ceará até a última atualização:
- São Vicente
- Valério
- Itaúna
- Itapajé
- Gameleira
- Quandú
- Acarape do Meio
- Aracoiaba
- Germinal
- Tijuquinha
- Cachoeira
- Junco
- Rosário
Entre os reservatórios sangrando estão o Gameleira, em Itapipoca, na Região Norte, o Cachoeira, em Aurora, na Região do Cariri, o São Vicente, em Santana do Acaraú e o Aracoiaba, na mesma cidade. Outros 12 açudes estão acima dos 90% de abastecimento. Atualmente, o Estado possui 65 reservatórios com volume inferior a 30%.
O Castanhão, maior reservatório cearense, tem atualmente 19,87% da sua capacidade, conforme a Cogerh (em igual período do ano passado, era de 10,47%). O Orós, segundo maior do Estado, conta com atuais 46,74% – em 2022, em 17 de março, eram 25,12%. Já o Banabuiú, terceiro maior, tem a situação mais crítica, com 9,29% (eram 8,13% no ano passado). A situação deste último se deve ao cenário de escassez na região observada nos últimos anos.
