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24 de julho de 2024

Construção Civil cearense mantém expectativas acima da média nacional em abril

No Brasil, setor também apresentou expectativas positivas para os próximos seis meses; apesar disso, houve recuo no otimismo
Foto: Governo do Ceará/Divulgação

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A Sondagem da Construção, pesquisa realizada pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostrou, em abril, que todos os indicadores de expectativas do mercado cearense se mantiveram acima dos 50 pontos e da média nacional. Contudo, o otimismo foi menos intenso e disseminado comparado ao mês anterior. No Brasil, o setor também apresentou expectativas positivas para os próximos seis meses, mas, semelhante ao Estado, houve recuo no otimismo comparativamente a março deste ano.

Este é o segundo mês seguido no qual os indicadores de expectativas para os próximos seis meses da Indústria da Construção do Ceará ficaram acima da linha de 50 pontos, indicando que os empresários da construção cearense seguem com perspectivas otimistas.

Contudo, foi notada queda na maior parte destes indicadores em relação ao mês anterior. Em destaque no mês de abril, ficaram os Novos Empreendimentos e Serviços e a Compra de Matéria-Prima e Insumo, que obtiveram a maior pontuação nos últimos 30 dias. No primeiro, foi notado que as expectativas em abril para o mercado cearense caíram 1,7 ponto ante março. No entanto, os empresários seguem otimistas, com o índice marcando 58,2 pontos. Para o Brasil, a expectativa neste segmento marcou 52,9 pontos, o que representa queda de 0,7 ponto na comparação mensal entre março e abril deste ano.

Em relação ao Nível de Atividade, os empresários no Ceará mantiveram as expectativas de crescimento do setor pelo quarto mês consecutivo, marcando 55,4 pontos. O dado, que representa uma retração de 0,6 ponto frente a março, ficou acima da média nacional. No Brasil, a expectativa dos empresários ficou marcada em 52,5 pontos. A expectativa em relação ao Número de Empregados aponta pelo terceiro mês consecutivo, para novas admissões no mercado de trabalho da construção cearense e brasileira, mesmo diante da queda do indicador em relação ao mês anterior.

No Estado, a variável regrediu 1,6 ponto e atingiu 57,3 pontos, enquanto no país o índice recuou 1,0 ponto e acumulou 52,4 pontos. Isso mostra que, apesar das perspectivas se manterem positivas, há mais cautela por parte do empresariado.

Assim como outros indicadores, a Intenção de Investimentos do empresariado também caiu, tanto no Ceará, quanto no Brasil. No Estado, houve um recuo de 3,8 pontos, e no Brasil, um recuo de 5,5 pontos. Em abril, o indicador e finalizou o mês com respectivos 55,5 pontos e 39,8 pontos. No Estado, apesar do recuo, a marca foi superior a apresentada em abril de 2022 (50,4 pontos) denotando que, atualmente, os empresários estão mais propensos a investir do que estavam no mesmo período do ano anterior.

CONDIÇÕES FINANCEIRAS NO TRIMESTRE

A pesquisa também apontou que, nos três primeiros meses de 2023, os empresários da construção do Ceará, do Nordeste e do Brasil demonstram piora nos indicadores de condições financeiras, com todos os resultados ficando abaixo dos 50 pontos. No Ceará, a queda nos indicadores foi de forma mais intensa do que nas outras localidades, com destaque para o índice de Situação Financeira, que apresentou a retração mais notória ao atingir 46,4 pontos. 

De modo similar, o mesmo cenário foi observado para a Margem de Lucro Operacional da indústria da construção do estado, que retraiu 5,4 pontos, e retornou para uma situação de insatisfação no período de referência. Por fim, o Acesso ao Crédito, que já era apresentado como uma dificuldade para os industriais no semestre anterior, foi representado como um “problema ainda mais intenso”, ao atingir 36,7 pontos. 

As dificuldades financeiras até março deste ano impactaram diretamente na Taxa de Juros Elevada, que foi citada por 38,9% dos empresários na pesquisa, e que é destacada como o principal obstáculo no acesso ao crédito por partes dos empresários, tanto cearenses, quanto do restante do Brasil.

Além disso, também foram dificuldades a Demanda Interna Insuficiente e a Falta ou Alto Custo de Matéria-prima, que ficaram empatadas com 33,3%. Em seguida, a Insegurança Jurídica e a Burocracia Excessiva, marcaram os mesmos 27,8% de citação dos empresários. Por fim, vale pontuar que a Elevada Carga Tributária, que foi o principal problema do trimestre anterior com 52,9%, só foi mencionada por 16,7% dos empresários no primeiro trimestre deste ano.

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