O incêndio que afetou o Parque do Cocó durante quatro dias, da última quinta-feira (18) ao domingo (21), pode ter tido origem criminosa. Nesta segunda-feira (22), a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Mudança Climática (Sema) realizou reunião para alinhar as medidas da pasta e dos demais órgãos em relação ao caso que ocorreu na maior área verde da capital cearense. Um levantamento preliminar da SEMA aponta que uma área equivalente a 10 hectares foi atingida pelo incêndio registrado no Parque do Cocó, mas boa parte dela já se encontrava degradada. O perímetro correto ainda será calculado. Uma das hipóteses a ser investigada é que o incêndio pode ter tido origem criminosa.
Segundo a Sema, a possibilidade de um ato criminoso é apenas um indício, não sendo, então, uma informação advinda de uma perícia. Conforme informou o órgão, a hipótese de um incêndio criminoso será investigada pelas pastas responsáveis. O incêndio no Cocó alcançou 10 hectares da área verde, o equivalente a 10 campos de futebol. Em 2021, ano do último incêndio de grandes proporções registrados no parque, as chamas chegaram a queimar 46 hectares da Área de Preservação Ambiental (APA).
No último sábado (20), um homem de 44 anos foi flagrado ateando fogo próximo a local onde bombeiros tentavam apagar um dos focos das chamas. Ele foi conduzido até o 2º Distrito Policial (Aldeota). No entanto, não há ligações entre a ação do indivíduo que não teve o nome revelado e os focos de incêndio registrados no parque. O caso vem sendo investigado.
FISCALIZAÇÃO
Também nesta segunda, a equipe de fiscalização da Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace), ligada à Sema, retornou ao Parque com o objetivo de intensificar a perícia e coletar evidências que possam ajudar a determinar as causas do incêndio ocorrido no local. A equipe contou com a presença da diretora de fiscalização, Carolina Braga, dos fiscais ambientais Ana Leônia e Fábio Gusmão, do superintendente da Semace, Carlos Alberto Mendes, além de representantes do Corpo de Bombeiros, Perícia Forense (Pefoce), Polícia Civil e da própria Sema.
Segundo informou Carolina, os fiscais da pasta estão tirando fotos e conversando com as equipes do Corpo de Bombeiros para coletar o “máximo” de evidências possíveis que possam ajudar a determinar as causas. Mendes, superintendente da Semace, ressaltou a importância do trabalho em conjunto.
“Estamos aqui em prol de um importante ecossistema no estado do Ceará e ficamos bastante felizes em ver o empenho de diversos órgãos desde a última semana realizando trabalhos aqui no Cocó. Ainda não temos uma previsão para a conclusão da perícia, mas daremos nosso melhor para descobrir o que ocasionou esse incêndio”, pontuou.
