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14 de julho de 2024

IGBE: taxa de desocupação recua em 11,2% em todo País

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Segundo o instituto, no trimestre encerrado em fevereiro, houve retração da população que buscava trabalho, o que já vinha acontecendo em trimestres anteriores

Priscila Baima
priscila.baima@opiniace.com.br

Desocupação vem caindo nos últimos meses no Brasil, apontam edições da PNAD Contínua (Foto: Natinho Rodrigues)

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), mostrou que nos meses dezembro (2021), janeiro e fevereiro de 2022 a taxa de desocupação recuou para 11,2%, o que representa variação de 0,4 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior (11,6%). É a menor taxa para um trimestre encerrado em fevereiro desde 2016.

O número de ocupados foi estimado em 95,2 milhões de pessoas e ficou estável frente ao trimestre anterior. Por outro lado, o País ainda soma um alto número de desocupação, com 12 milhões de brasileiros desempregados. Segundo o instituto, no trimestre encerrado em fevereiro, houve retração da população que buscava trabalho, o que já vinha acontecendo em trimestres anteriores.

A diferença é que neste último levantamento da PNAD Contínua não se observou um crescimento significativo da população ocupada e uma das possíveis explicações, segundo o IBGE, é o desligamento de trabalhadores que, no fim do ano de 2021, foram contratados de forma temporária. Em relação ao Ceará, os dados só sairão na próxima PNAD

Contínua realizada em maio, referente ao 1º trimestre de 2022.
Sendo uma das únicas categorias em expansão, os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada aumentaram em 1,1% frente ao trimestre anterior, o que representa 371 mil pessoas. Também houve crescimento de 5,2% (ou de 203 mil pessoas) entre os empregadores.

DECLÍNIO DE 1,9%
Já no contingente de trabalhadores por conta própria houve declínio de 1,9% na comparação com o trimestre encerrado em novembro. Isso representa uma queda de 488 mil pessoas. Com esse recuo, os profissionais informais totalizaram 38,3 milhões, enquanto eram 38,6 milhões no trimestre anterior.

Acompanhando a queda, a taxa de informalidade passou de 40,6% para 40,2% nesse período. Essa categoria reúne o trabalhador sem carteira assinada, o empregador e trabalhador por conta própria sem CNPJ e o trabalhador familiar auxiliar. Tanto o contingente de trabalhadores domésticos, estimado em 5,7 milhões de pessoas, quanto o de empregados do setor público, que agrupa 11,3 milhões, ficaram estáveis no trimestre encerrado em fevereiro.

O número de pessoas que estavam fora da força de trabalho, por outro lado, aumentou 0,7% frente ao último trimestre. Esse crescimento de 481 mil pessoas levou a um contingente de 65,3 milhões.

Já na força de trabalho potencial, grupo que soma as pessoas que não estavam ocupadas nem buscando trabalho, mas que tinham potencial para conseguir um, houve redução de 510 mil pessoas (-5,6%). Subgrupo da força de trabalho potencial, os desalentados foram estimados em 4,7 milhões, o que representa estabilidade frente ao último trimestre.

Entre as atividades pesquisadas, só houve aumento de ocupação em Outros serviços (4,0%, ou mais 189 mil pessoas). Segundo o levantamento, esse crescimento reflete o aumento de serviços pessoais prestados às famílias, que incluem atividades de serviços na área de estética, e também de atividades recreativas. Nos serviços pessoais prestados às famílias estão, por exemplo, cabeleireiros e manicures, enquanto as atividades recreativas abarcam os trabalhos artísticos.

No setor de Construção, o contingente de empregados diminuiu 3,5%, o que representa uma redução de 261 mil pessoas. As outras atividades ficaram estáveis, segundo o IBGE.

FICA ESTÁVEL
A PNAD Contínua também revela o rendimento médio real, estimado em R$2.511, estabilidade frente ao trimestre anterior, mas é o menor já registrado em um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.

Para o instituto, a estabilidade desse trimestre pode estar relacionada à diminuição no número de trabalhadores informais, que têm menores rendimentos, e ao aumento de trabalhadores com carteira assinada no setor privado. A massa de rendimento também ficou estável na comparação com o trimestre encerrado em novembro. Ela foi estimada em R$234,1 bilhões.

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