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24 de julho de 2024

Hospital de Iguatu pode ser gerido pelo Estado “concretizar” promessa de campanha de Elmano

A maior cidade do Centro-Sul do Ceará tem um déficit mensal de R$ 392 mil e não cumpre a contento sua proposta de ser regional
Foto: Rodrigo Rodrigues

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O diagnóstico dos prefeitos dos municípios atendidos pelo Hospital Regional de Iguatu é de que a unidade não responde ao que seria seu propósito: atender a população de 10 cidades. Atendimento precário, falta de profissionais e consequente prejuízo para a saúde de quem recorre ao hospital são problemas citados. A maior cidade do Centro-Sul do Ceará tem um déficit mensal de R$ 392 mil e não cumpre a contento sua proposta de ser regional.

O caso vinha sendo debatido pelo deputado Marcos Sobreira (PDT). Foi dele a articulação da audiência pública, realizada na tarde desta terça-feira, 9, na Assembleia Legislativa do Estado, reunindo gestores da região, de diversos partidos e grupos políticos.

“É importante ver que todo mundo está com mesmo propósito, não tem questão partidária envolvida. É a questão da saúde da população que é o prioritário”, disse a secretária da Saúde, Tânia Coelho, em entrevista ao OPINIÃO CE.

O propósito, no caso, era o de resolver problemas de financiamento e gestão do equipamento. Hoje, o hospital regional é mantido com recursos da União, do Estado e dos municípios atendidos. Iguatu projeta que responda por 70% do investimento de origem municipal. Na audiência, Sobreira e os prefeitos convergiam numa proposta de solução: que o estado assumisse a gestão da unidade, para garantir os serviços.

“É um problema de débito que vem desde a fundação (do hospital). Não é de agora. Estamos aqui de acordo, se for o caso, com a estadualização do hospital regional”, sustentou o prefeito interino de Iguatu, José Ronald Gomes Bezerra (PSD).

“A minha proposta é a estadualização amigável. Em que os municípios sejam parceiros e o Estado realize a mediação. Isso não é (algo a se fazer) do dia para noite. Entre os encaminhamentos, que a gente pudesse fazer uma visita ao Hospital Regional. O segundo, a gente fazer essa estadualização, que se possa ter uma administração do Governo do Estado. É para permanecer com o que está bom e corrigir eventuais erros”, propôs Marcos Sobreira.

GOVERNO É FAVORÁVEL

A secretária da Saúde do Ceará, Tânia Coelho disse ser favorável a transformação do Hospital Regional de Iguatu em uma unidade regional, gerida pelo Estado, focada em atender toda a região do Centro-Sul. Na audiência chegou-se a discutir a promessa de campanha de Elmano de Freitas (PT), de construção do Hospital Regional do Sertão Central.

Os deputados, prefeitos, secretários e a própria secretaria avaliaram que, se já há uma estrutura lá, o Hospital Regional de Iguatu, faz mais sentido transformá-lo no Regional do Sertão Central do que erguer um novo, do zero.

“Há um compromisso nosso de que iremos até a cidade de Iguatu. Precisamos ver custo por custo do hospital, sentar e ver fisicamente. A gente quer resolver a questão da saúde do município de Iguatu. Não é só subfinanciamento, implica gestão também. O Governo Federal passou muito tempo com o teto da saúde congelado e agora a gente espera que isso caia. Posso garantir que estamos em busca de mais recursos para o Ceará”, afirmou.

“O Estado vai resolver”, garantiu a secretária. “Se for o caso decidir pelo investimento no Hospital Regional de Iguatu, claro que não há problema. Mas existe um trâmite legal, que precisa ser seguido”. O trâmite envolve uma auditoria da unidade, para conhecimento profundo dos problemas e como sua gestão está sendo conduzida. A visita técnica da secretária, acompanhada por deputados e prefeitos está prevista para o dia 26.

Durante audiência, a titular também comentou sobre uma audiência realizada pelo Governo sobre o funcionamento da unidade, gerida hoje pelo Município de Iguatu. “O Estado também realizou uma auditoria na unidade para levantar as denúncias. Mas ela não foi conclusiva porque faltaram documentos que não foram entregues”, explicou a Tânia Coelho. A Prefeitura de Iguatu estourou o prazo e a prorrogação, mas na audiência, representantes do município garantiram que toda a papelada foi encaminhada.

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