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16 de julho de 2024

Guardiola ou um brasileiro para a seleção?

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Na última semana, foi notícia que a CBF teria feito uma proposta para o treinador catalão Pep Guardiola assumir a seleção após a Copa do Catar no final deste ano. Tite já disse que não fica, e a entidade máxima do futebol brasileiro já estaria planejando a sucessão. Em entrevista recente à TNT Sports, Guardiola afirmou que o próximo treinador da canarinho deve ser um brasileiro, que há excelentes técnicos aqui. Será que há mesmo?

Divulgação

Nos últimos anos, os clubes brasileiros passaram a priorizar treinadores de estrangeiros para comandar as equipes. O treinador de maior êxito no País hoje é Abel Ferreira, português como JJ. Flamengo e Corinthians também contam com treinadores lusos: o Atlético-MG é dirigido por um turco, e o Fortaleza tem colhido bons frutos com o argentino Juan Pablo Vojvoda.

Existem ainda bons nomes no cenário brasileiro. Cuca, por exemplo, acabou de ser campeão nacional pelo Galo. Personalidade ofensiva, maturidade tática e capacidade de gestão do grupo o credenciam a ocupar o cargo. Outros técnicos tupiniquins outrora prestigiados, parecem ter parado no tempo com seus conceitos sobre futebol. É o caso de Vanderlei Luxemburgo, que vem acumulando trabalhos questionáveis desde que deixou o Real Madrid em 2005.

Felipão é outro que pós seleção portuguesa e Chelsea quase nada de significativo produziu, principalmente depois do fatídico 7×1. Dorival Júnior, no Ceará, é um técnico que sempre me agradou, mas insuficiente para ocupar o cargo de técnico da seleção. Renato Gaúcho caiu em descrédito após os resultados frustrantes que conquistou no Flamengo. De resto, Abel Braga, do Fluminense, não deve passar pela cabeça de qualquer torcedor ou analista sensato como uma alternativa.

O fato é que temos um empobrecimento evidente no cenários de treinadores brasileiros. Seja pela resistência de buscar mais conhecimento do futebol que se atualiza a todo momento, como Luxemburgo e Renato Gaúcho, ou pela falta de uma preparação adequada encabeçada pela CBF, o fato é que a melhor resposta para a amarelinha hoje é ir para além do Atlântico em busca de referência tática. Pep Guardiola, Jorge Jesus ou Jurgen Klopp. Estes nomes, sem dúvida, aguçam mais brilho em nossos olhos que Abel Braga, Renato Gaúcho e Cuca.

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