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18 de julho de 2024

Gravidez na adolescência reduz 4,7 pontos percentuais em 5 anos na Capital

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Em 2016, dos 37.454 nascidos vivos na Rede Municipal, 15,9% do total foram de mães adolescentes. Ano passado, dos 31.360 nascidos vivos, 3.559 eram de mães adolescentes, 11,2% do todo

Redação OPINIÃO CE
redacao@opiniaoce.com.br

Números sobre Fortaleza foram divulgados nesta segunda, 7 (Foto: Natinho Rodrigues)

Dados compilados e apresentados nesta segunda-feira, 7, pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) apontam que Fortaleza reduziu entre 2016 e 2021 o número de gravidezes na adolescência. Em 2016, dos 37.454 nascidos vivos na Rede Municipal, 5.989, equivalente a 15,9% do total, foram de mães adolescentes. Ano passado, dos 31.360 nascidos vivos, 3.559 eram de mães adolescentes, 11,2% do total.

A redução de 4,7 pontos percentuais desse indicador é considerada pela pasta um grande avanço ao se levar em conta fatores como histórico familiar, social e cultural, nas quais adolescentes, em geral em circunstâncias de vulnerabilidade, estão inseridas.

“Um dos fatores mais importantes de prevenção é a educação, peça-chave para a saúde integral, tanto no âmbito individual quanto coletivo. Munir os adolescentes, sejam meninas ou meninos, de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores irá capacitá-los para cuidar de sua saúde, bem-estar e dignidade, bem como para avaliar suas escolhas e como essas afetam as suas vidas”, afirma a assessora técnica da área da Saúde da Mulher, Léa Dias.

Os índices de pré-natal também evoluíram nesse período, de acordo com o levantamento. Em Fortaleza, o percentual de gestantes adolescentes que realizaram sete ou mais consultas de pré-natal, número preconizado pelo Ministério da Saúde (MS), cresceu 10,3%, entre 2016 e 2021. Das 22.354 gestantes que realizaram seu acompanhamento no quantitativo orientado pelo MS, em 2021, 2.103 são adolescentes (59%) do total de 3.559.

Segundo a SMS, para obter as evoluções, a Prefeitura realiza iniciativas intersetorias para prevenção da gravidez precoce. As ações abrangem as Secretarias Municipais da Educação (SME), com o Programa Viva seu Tempo, e da Juventude, por meio dos Cucas, além de universidades, dentre outras instituições. Assim, a conscientização acontece de forma descentralizada, alcançando adolescentes e profissionais.

O programa Saúde na Escola, do Ministério da Saúde (MS), por exemplo, com o eixo Direitos Sexuais e Reprodutivos e Prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), trabalha a prevenção da gravidez divulgando métodos contraceptivos. Os materiais são recebidos nas unidades de saúde e as informações sobre o uso são transmitidas aos adolescentes.

A Atenção Primária à Saúde, por meio dos 116 postos de saúde da Capital, atua promovendo palestras, oficinas, aconselhamento, atualização do cartão de vacina, roda de conversas dentro dos grupos de gestantes. São trabalhados assuntos como gravidez na adolescência, planejamento familiar, desafios da maternidade na adolescência, infecções sexualmente transmissíveis, importância do aleitamento materno, cuidados com o recém-nascido, direitos das gestantes e dos bebês, alimentação da nutriz, alterações psicológicas em virtude da gravidez ou do parto, dentre outros.

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta de maneira gratuita nove métodos contraceptivos que ajudam no planejamento familiar. São eles anticoncepcional injetável mensal; anticoncepcional injetável trimestral; minipílula; pílula combinada; pílula do dia seguinte; Dispositivo Intrauterino (DIU); preservativo feminino e preservativo masculino.

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