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21 de julho de 2024

Gramado da Arena Castelão gera desgaste entre gestão e clubes de futebol

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Ceará, Fortaleza e adversários deixam claro insatisfação com situação do campo. SOP e Sejuv dizem que clubes não quiseram trocar gramado

David Mota
david.mota@opiniaoce.com.br

Equipamento passou recentemente por reestruturação (Foto: Natinho Rodrigues)

O gramado da Arena Castelão vem sendo assunto nos últimos dias devido ao seu estado crítico. Os clubes locais, Ceará e Fortaleza, além dos adversários dos mesmos, estão deixando claro a insatisfação com a situação do campo do estádio.

No duelo do último domingo, 17, entre Ceará e Botafogo/RJ, pelo Campeonato Brasileiro, o gramado do equipamento entrou em pauta até na súmula do árbitro Raphael Claus informou que “o estado do gramado se encontrava muito ruim, com placas de grama soltas, pedras e pedaços pequenos de vidro.”

A Superintendência de Obras Públicas (SOP) e a Secretaria do Esporte e Juventude (Sejuv), órgãos responsáveis pela manutenção do gramado da Arena Castelão, informaram em nota oficial que o estádio possui a maior agenda de futebol entre todos os equipamentos do País.

Até a partida do último domingo, já foram disputadas 14 partidas oficiais entre março e abril, na praça esportiva. Seguindo a previsão, em maio, o estádio deve ultrapassar a marca de 30 partidas realizadas desde o final de janeiro deste ano.

Os dois órgãos também informaram ter realizado intervenções contínuas para melhoria das condições do gramado. A rotina de manutenção inclui replantio da grama, corte, adubação, descompactação do solo, entre outros serviços. Para cada tipo de intervenção há um período necessário sem jogos no estádio, além das condições climáticas adequadas. Vale lembrar que estamos na temporada chuvosa do estado do Ceará, que engloba os quatro primeiros meses.

Também foi dito pela SOP e pela Sejuv que em reunião no final do ano de 2021 foi cogitada a troca do gramado, que é a solução definitiva para a resolução do problema e melhoria do campo de jogo. O atual gramado seria substituído por um gramado híbrido, com 90% de grama natural e 10% de grama sintética. Para tal substituição, seria necessário passar de 90 a 120 dias a realização de partidas oficiais no estádio, o que não foi aceito por Ceará e Fortaleza.

O QUE DIZEM FORTALEZA E CEARÁ
O Fortaleza confirmou o posicionamento citado na nota e lembrou que na época da reunião, não existia uma garantia sobre a entrega do estádio Presidente Vargas, que seria a alternativa mais viável para as equipes da capital mandarem os seus jogos durante o período de reforma da Arena Castelão, com isso o clube se posicionou de forma contrária a troca do gramado e a paralisação pelo período de 3 a 4 meses.

O Presidente Vargas já está em fase final de reformulação, inclusive com gramado novo, porém ainda não foi entregue oficialmente. À reportagem, o Ceará informou que não falaria sobre o assunto. Porém, o treinador do Vovô, Dorival Júnior, se manifestou sobre as condições do gramado após a derrota para o Botafogo.

“Não é desculpa, mas o nosso gramado facilita para quem se defender, é terrível jogar num gramado como esse, o nível do espetáculo cai muito. O Botafogo mereceu vencer em todos os aspectos, não tiro os méritos, mas, para quem cria, fica difícil ter que jogar num gramado da forma como encontramos… Ficamos uma semana sem pisar no campo e quando chegamos estava pior do que na partida anterior, fica complicado para criar”, explicou.

No período de uma semana, entre amanhã, 20, e a quarta, 27, da semana seguinte, o estádio receberá mais quatro confrontos, todos envolvendo o Fortaleza. O primeiro jogo será pela Copa do Brasil, contra o Vitória/BA. Na sexta, 22, e no domingo, 24, acontecerão as duas partidas das finais do Campeonato Cearense, envolvendo Caucaia e Fortaleza, e na próxima quarta, acontecerá o duelo contra o Alianza Lima/PER, pela Copa Libertadores.

Antes de encerrar o mês de abril, o estádio ainda vai receber mais uma partida. No dia 30, o Ceará recebe o Red Bull Bragantino na praça esportiva, pelo Campeonato Brasileiro.

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