Nesta quarta-feira (26), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) se pronunciou apresentando críticas à falta de transparência na acareação entre o general Walter Braga Netto e o tenente-coronel Mauro Cid, realizada na véspera (24) pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A acareação faz parte do processo que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Girão considerou o episódio como “mais um capítulo da farsa golpista”, afirmando que os advogados não puderam registrar imagens da acareação, o que, segundo ele, compromete o direito de defesa.
“A filmagem seria natural e até mesmo essencial para quem está buscando entender a verdade desses acontecimentos. Mas não é o que tem acontecido em todos os processos referentes ao 8 de janeiro. Em vez de a Justiça ser imparcial, o que se tem assistido é um verdadeiro justiçamento, uma tentativa esquizofrênica de sustentar uma falsa narrativa de golpe de Estado. Estão pensando que vão enganar quem?”, relatou.
O senador defendeu a anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, a quem chamou de “presos políticos”, e pediu que o Senado tome providências diante das ações do Judiciário.
Outros deputados
Eduardo Girão também se posicionou contra o projeto de lei complementar (PLP 177/2023) que amplia de 513 para 531 o número de deputados federais. A proposta foi aprovada pelo Senado poucas horas após sua fala. Para o senador, a medida não representa os interesses da população e deverá resultar em mais gastos públicos, incluindo salários, infraestrutura, apartamentos funcionais e emendas parlamentares.
“Se, com o número absurdo que temos de deputados federais, de vez em quando aumentamos a emenda parlamentar, imagine aumentando mais 18. O Brasil tinha que reduzir para 300, era isso que nós tínhamos que fazer”, disse.
