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21 de julho de 2024

Girão cobra distribuição de vacina contra dengue já aprovada pela Anvisa

Segundo o senador, o governo federal não demonstra "nenhum interesse em incorporar a vacina ao Sistema Único de Saúde (SUS)"
Foto: Divulgação/Senado Federal

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O Governo Federal foi cobrado pela rápida distribuição da vacina contra a dengue – já aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) -, em Plenário, nesta terça-feira, 4, pelo senador cearense Eduardo Girão (Novo). Segundo Girão, o Poder Executivo não demonstra “nenhum interesse em incorporar a vacina ao Sistema Único de Saúde (SUS)”.

Intitulada Qdenga, a nova vacina foi admitida pela Anvisa em março deste ano, entretanto, ainda aguarda a análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), no SUS. O imunizante é indicado para a população de 4 a 60 anos de idade e deve estar, inicialmente, disponível apenas em laboratórios particulares, com o preço variando entre R$ 350 e R$ 500 para o consumidor final, dependendo do estado.

ARGUMENTOS 

De acordo com Girão, o Brasil apresentou um aumento significativo de dengue no primeiro semestre de 2023. Foram quase 160 mil casos entre janeiro e fevereiro de 2023, um aumento de 46% em relação ao mesmo período de 2022. Ao ressaltar que a doença tem risco de complicações e pode levar à morte, o senador expôs que, no passado, a dengue matou mais de mil pessoas no Brasil.

“Diante disso [aumento de casos], não se justifica, absolutamente, que o governo Lula protele a distribuição da vacina para favorecer a do Butantan, que ainda deve demorar no mínimo mais dois anos. […] Quem vai se responsabilizar por mortes por dengue nesse período?”, pontuou Girão ao afirmar que o governo federal prefere aguardar pela distribuição do imunizante contra a dengue que será produzido pelo Instituto Butantan.

O senador lembrou da pressão da mídia e da oposição ao governo Bolsonaro para a compra de vacinas durante a pandemia de covid-19, porém, para ele, o mesmo não ocorre no caso da dengue. “O que se espera é o mínimo de coerência deste governo, já que, em 2021, durante a CPI da Pandemia, o PT foi justamente o partido que mais cobrou aquisições da vacina a qualquer preço. Neste aspecto eu concordo: o preço de cada vida não existe, são vidas, são pessoas chorando, são famílias. Por que agora é diferente? É porque mudou o governo, por que virou situação? […] Por que dois pesos e duas medidas numa situação que se refere a vidas humanas?”, questionou.

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