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Trabalhadores terceirizados da UFC voltam a paralisar atividades, cobrando pagamento de direitos

A empresa terceirizada LDS alega que recebeu da UFC somente parte do recurso referente ao mês de fevereiro, não tendo, dessa forma, dinheiro suficiente para quitar todos os compromissos devidos aos trabalhadores
Trabalhadores que prestam serviço à UFC paralisaram as atividades, mais uma vez, nesta quarta-feira (14). Foto: Divulgação

Trabalhadores terceirizados que prestam serviço à Universidade Federal do Ceará (UFC), contratados pela empresa LDS paralisaram novamente as atividades, nesta quarta-feira (14), em todos os campi situados em Fortaleza. O movimento teve como motivo o não-cumprimento do acordo para quitação, até esta terça-feira, dos valores devidos, de vale-transporte, vale-alimentação, cesta básica e parcela do FGTS.

A paralisação teve apoio do Sindicato dos Trabalhadores Prestadores de Serviços terceirizados em Asseio, Conservação, Serviço Administrativo, Administração de Mão de Obra e de Limpeza Pública e Privada do Estado do Ceará (Seeaconce), que há meses acompanha luta dos trabalhadores contra os seguidos atrasos de salários e direitos dos terceirizados da UFC.

Na semana passada, após reunião com a vice-reitora, professora Diana Azevedo, com representantes da empresa LDS e do Seeaconce, foi firmado compromisso de que todos os trabalhadores receberiam o salário de abril, em atraso desde o quinto dia útil de maio, até a última sexta-feira (9), e receberiam os vales-transporte e alimentação, além da cesta básica, até terça-feira (13). O salário foi pago na segunda-feira (12), entretanto os demais itens citados na negociação permanecem em atraso.

Segundo a direção do Seeaconce, na reunião da semana passada, a reitora em exercício da UFC falou sobre o recebimento de novos repasses de recursos e que estaria fazendo de tudo para não haver mais atrasos, além de evitar demissões de terceirizados.

“Infelizmente, o problema se amplia. Trabalhadores terceirizados contratados pela empresa Floraste, que prestam serviço na poda de árvores nos três campi da UFC, também estão com salários em atraso. O sindicato continuará vigilante e cobrando que os pagamentos dos trabalhadores sejam feitos com regularidade, até o quinto dia útil de cada mês. O Seeaconce parabeniza os trabalhadores que participaram das manifestações nos diversos campi da UFC, em busca do respeito ao direito que deveria ser básico, de receber em dia salários e demais pagamentos devidos“, diz a nota do Seeaconce.