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Mesmo ainda em estado crítico, Papa Francisco não sofre mais de crise respiratória, afirma Vaticano

Ainda conforme boletim divulgado na tarde deste domingo (23), no entanto, alguns exames de sangue mostram uma insuficiência renal inicial
Papa Francisco. Foto: Filippo Monteforte/AFP

O Vaticano emitiu um comunicado na tarde deste domingo (23) em que informa que o Papa Francisco não está mais sofrendo de crise respiratória. Ainda assim, a nota destaca que o pontífice segue em estado crítico. Pela manhã do dia, a informação era de que ele teve uma noite tranquila no sábado (22), dia em que o boletim do País afirmou que Francisco teve uma crise respiratória asmática prolongada. Ele está internado no Hospital Gemelli, em Roma, para se recuperar de uma pneumonia bilateral, desde o dia 14 de fevereiro.

“O estado de saúde do Santo Padre continua crítico. No entanto, desde ontem à noite, ele não apresentou mais crises respiratórias. No entanto, alguns exames de sangue mostram uma insuficiência renal inicial, leve, atualmente controlada. A complexidade do quadro clínico e a espera necessária para que as terapias farmacológicas deem algum resultado exigem que o prognóstico permaneça reservado”, aponta o boletim.

Papa Francisco precisou de transfusão de sangue e aplicação de “oxigênio de alto fluxo” no sábado. Conforme apontou a Rádio Vaticano, ele passou o sábado sentado em uma poltrona, sentindo mais dores do que no dia anterior.

Outra informação divulgada na ocasião é de que as transfusões de sangue ocorreram porque os exames revelaram trombocitopenia, associada à anemia. O quadro ocorre quando existe um número reduzido de plaquetas no sangue e isso faz aumentar o risco de hemorragia.

Pela manhã do sábado, o médico Sérgio Alfieri havia informado que o Papa ficaria internado pelo tempo que fosse necessário até poder voltar para casa (Santa Marta) em segurança. Ele chegou a ir do quarto até a capela para rezar por 20 minutos. “Ele é o Papa, mas também é um homem (…) Mas se o corpo tem quase 90 anos, a cabeça é de 60 ou 50”, afirmou o médico, segundo a Rádio Vaticano.

A maior preocupação da equipe médica é o risco de que os germes das vias respiratórias entrem na corrente sanguínea e causem sepse – infecção que se espalha por outros órgãos do corpo.

Já do sábado ao domingo, “o Papa transcorreu uma noite tranquila”. Soube-se que o Papa, na manhã do domingo, utilizou os protetores nasais para aplicação de oxigênio de alto fluxo. Estão em andamento outros exames clínicos”.