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Ataque à Democracia e soberania brasileira: País completa um ano do ataque do 8 de janeiro

Criminosos ocupavam a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes, em Brasília, usando camisas e adereços nas cores verde e amarelo
Foto: Agência Brasil/Joédson Alves

Em uma tarde de domingo, no dia 8 de janeiro de 2023, criminosos ocupavam e destruíam a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes, em Brasília. Apoiadores  do ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniram em marcha até a capital federal, usando camisas e adereços nas cores verde e amarelo, para atentar a Democracia, o patrimônio e a soberania do povo brasileiro. O ato de barbárie, registrado em tempo real, deixou um rastro de destruição direta ou indireta em todo o País e levantou uma suspeita sobre a atuação das forças armadas no movimento.

Violento e criminoso, o ataque trajou-se de anti-Lula e patriota, mesmo que bloqueando vias, impossibilitando o transporte de alimentos, remédios e da própria população, e atentando contra a pátria com ameaças de bombas em Brasília. Em poucas horas, os prédios dos Três Poderes foram tomados e destruídos. A ação criminosa gerou intensa movimentação política, com uma intervenção federal do presidente Lula (PT), recém empossado no cargo Executivo, e a suspensão do mandato do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

DESTRUIÇÃO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO

A depredação provocada por golpistas atingiu parte do conjunto arquitetônico dos três principais palácios da República, que são tombados como patrimônio mundial, especialmente vidros, paredes e teto, mas a destruição foi severa em relação a equipamentos, mobiliário e obras de arte que faziam parte do acervo, muitos dos quais ainda passam ou passarão por delicados processos de restauração.

Inicialmente, as equipes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio da superintendência no Distrito Federal, fizeram um minucioso levantamento dos danos causados no conjunto arquitetônico, que é tombado. Para o presidente do Iphan, Leandro Grass, o país passou por uma boa gestão de crise.

“Ajudamos a elaborar relatórios sobre os bens integrados e bens móveis, painéis, obras de arte que faziam parte dos acervos de cada palácio. Eu creio que a gente teve uma resposta positiva do Brasil, como Estado, na capacidade de gestão da crise e dos bens recuperados”, explicou o presidente em entrevista à Agência Brasil.

FINANCIADORES

Na manhã desta segunda-feira (8), a Polícia Federal (PF) deflagrou mais uma etapa da Operação Lesa Pátria. A ação dá sequência às investigações que buscam identificar financiadores e fomentadores da tentativa dos atos criminosos do 8 de janeiro. O Supremo Tribunal Federal (STF) expediu 46 mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva. Os mandados estão sendo cumpridos em Mato Grosso (10), no Rio Grande do Sul (13), Distrito Federal (5), Maranhão (4), na Bahia (2), em Goiás (2), Minas Gerais (2), no Paraná (1), em Rondônia (1), Santa Catarina (2), São Paulo (1) e no Tocantins (3).

“Foi determinada a indisponibilidade de bens, ativos e valores dos investigados. Estima-se que os valores dos danos causados ao patrimônio público possam chegar aos R$ 40 milhões”, informou a PF.

Segundo os investigadores, os suspeitos podem, em tese, responder pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido. Com informações da Agência Brasil.