A nova rede da Meta teve seu lançamento na última quarta-feira (5), sendo aberta ao público geral às 20h (horário de Brasília). Definida como um espaço de interação onde as pessoas podem se reunir e discutir variados temas, Threads é a nova rede social que competirá com o Twitter. Com mecânica muito parecida com o site do passarinho azul (também é baseada em textos e possibilita seguir perfis, curtir, replicar e responder conteúdos), o nome teve inspiração clara e direta ao site de Elon Musk: thread é o nome de um encadeamento de tuítes.
Mark Zuckerberg, dono da gigante de tecnologia Meta — empresa que engloba Facebook, Instagram e WhatsApp — fez o novo lançamento surpresa através do Instagram, onde a pesquisa pelo perfil do Threads redirecionava usuários ao download do aplicativo. A plataforma surge em um momento delicado do Twitter, que teve anúncio realizado no último sábado (1º) de limite diário de leitura. A medida anunciada por Elon Musk foi implementada para lidar com a excessiva extração de dados e manipulação do sistema. As contas verificadas, identificadas pelo selo azul, estão agora limitadas a ler até 6 mil postagens por dia, enquanto as contas não verificadas têm um limite de 600 posts diários.
O Threads sai em desvantagem por não possuir uma série de recursos que o concorrente tem, entre eles estão traduzir conteúdos em qualquer idioma; envio de mensagens diretas (DMs); login em mais de uma conta; mecanismo para acompanhar os assuntos mais comentados do momento; e navegador para web — só é possível acessar a rede social por dispositivos móveis. Outro assunto que gerou polêmica foi o fato de a plataforma estar integrada ao Instagram, limitando a exclusão da conta à, também, a exclusão do perfil na outra rede social.
Existe a opção de desativar o perfil temporariamente, acessando as configurações da conta e selecionando a opção “Desativar perfil”, modo que oculta todas as suas interações até você fazer login de novo.
Em relação aos pontos de vantagem, o Thread possibilita até 500 caracteres para os posts, quase o dobro dos 280 oferecidos pelo Twitter. Vídeos podem chegar a 5 minutos, enquanto no concorrente eles se limitam a pouco mais de 2. As regras de uso são as mesmas do Instagram: sem violação de direitos autorais ou nudez. “Parece o começo de algo especial, mas temos muito trabalho adiante para construir o aplicativo”, escreveu Zuckerberg, em uma publicação no Threads.
QUEM JÁ ADERIU
O Brasil está entre os países com acesso ao novo aplicativo e com maior número de usuários, no entanto, não foi especificada a lista de localidades nas quais ele foi liberado. Entre os novos usuários, na política, temos o governador Elmano de Freitas (PT); os ministros Flávio Dino (Justiça), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia); os governadores de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), além da primeira-dama Janja da Silva, do senador e líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (AP), e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Outros nomes como Gustavo Gayer (PL-GO), Hélio Lopes (PL-RJ), Erika Hilton (PSOL-SP) e André Janones (Avante-MG) também estão presentes na plataforma. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não ingressou na rede social, ao contrário do antecessor, Jair Bolsonaro (PL), que já possui conta no aplicativo.
Em 2 horas o Threads atingiu a marca de 2 milhões de usuários, enquanto o Facebook demorou 10 meses, o Spotify 5 meses e o ChatGPT 5 dias para obter o mesmo alcance. Agora a plataforma conta com mais de 10 milhões de contas, em menos de 24h.
Mais informações: O Threads é onde as comunidades se reúnem para conversar sobre tudo, dos tópicos importantes para você hoje até o que estará em alta amanhã. “Não importa o seu interesse, você pode seguir e se conectar com seus criadores de conteúdo favoritos e outras pessoas com as mesmas paixões — ou criar um público leal para compartilhar suas ideias, opiniões e criatividade com o mundo”, afirma a descrição do aplicativo.
