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Pesquisa da Imazon destaca que em 2022 o desmatamento na Amazônia foi o pior em 15 anos

Desde 2008 que o Imazon começou a monitorar a Região Amazônica, sendo o quinto ano seguido no recorde do desmatamento.
Foto: Arquivo / Agência Brasil

O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgou nesta quarta-feira, 18, dados do relatório sobre o desmatamento na Amazônia em 2022, que atingiu seu maior patamar desde 2008. Foram 10.573 km² devastados na Região, um equivalente a quase 3 mil campos de futebol. Foi o quinto ano seguido de recorde de desmatamento

Ainda segundo esse relatório, nos últimos 4 anos, foram 35.193 km² de perda florestal na Amazônia, uma área que supera estados como Sergipe (21 mil km²) e Alagoas (27 mil km²). Desde 2008 que o Imazon começou a monitorar a Região Amazônica.

Somente em dezembro do ano passado, 287 km² de floresta foram derrubados, um aumento de 150% em relação ao mesmo mês de 2021 (140 km²) e pior último mês do ano de toda série histórica. Além disso, cerca de 80% da área desmatada em 2022 estava em terras sob responsabilidade do governo federal (8.443 km²), outros 11% estão em áreas de jurisdição dos governos estaduais.

O Imazon destaca ainda que o estado que mais desmatou no ano passado foi o Pará (3089 km²), seguido por Amazonas (2270 km²) e Mato Grosso (1228 km²).

 

MEIO AMBIENTE NO GOVERNO LULA

Os dados apresentados pela análise da Imazon trazem análises dos últimos 4 anos, que coincide com a gestão do governo Bolsonaro, que costumava desacreditar dados sobre o desmatamento.

O novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem colocado a proteção e preservação do Meio Ambiente como uma de suas prioridades. Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, vem reforçando em entrevistas o destrave do Fundo Amazônia, com doações da Alemanha e Noruega, para ações de proteção ambiental.

 

As informações são da Agência Brasil