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21 de julho de 2024

Gasolina no Ceará pode ter aumento de até R$ 0,40 com fim de isenção de impostos

O Sindipostos-Ce projeta um aumento em torno de R$ 0,40 centavos no Estado, apesar da projeção feita pela Abicom, que estipula um aumento médio R$ 0,34 centavos na gasolina e de R$ 0,22 centavos no etanol
Foto: Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Ceará (Sindipostos-CE) informou, em nota ao OPINIÃO CE, que, devido à retomada da cobrança dos impostos federais PIS/Confins sobre os combustíveis, é esperado um aumento médio de R$ 0,34 centavos na gasolina e de R$ 0,22 centavos no etanol em todo o país, conforme estimativa da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). No entanto, o Sindipostos-CE projeta que, no Estado, o aumento poderá ser em torno de R$ 0,40 centavos.

O Sindipostos ressalta que as distribuidoras de combustíveis têm repassado constantemente os aumentos devido às variações nos preços do mercado internacional e à flutuação do dólar. Outro fator relevante é que o abastecimento no Nordeste é proveniente de refinarias privadas localizadas nos estados do Rio Grande do Norte, Amazonas e Bahia. Portanto, segundo o sindicato, os preços praticados pela Petrobras não refletem a realidade dos valores no Ceará, uma vez que cerca de 40% do combustível consumido no estado provém de refinarias privadas.

IMPOSTOS FEDERAIS

Nesta quinta-feira, 29, será retomada a cobrança de impostos federais sobre combustíveis, conforme alerta da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), o que deverá ter um impacto direto no preço dos produtos. Essa retomada ocorre devido ao vencimento da Medida Provisória 1.163, de 28 de fevereiro deste ano, nesta quarta-feira, 28. Segundo a Federação Nacional, caso não haja uma iniciativa por parte do Governo Federal, os impostos federais integrais serão adicionados à composição de preços, o que afetará a distribuição, revenda e também o consumidor final.

Essa medida provisória serviu para adiar a desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e atrasar o retorno dos impostos federais sobre os combustíveis, tanto no Ceará quanto no restante do país.

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