Desde o início da Operação Capital Limpa e Ordenada, em fevereiro, a Prefeitura de Fortaleza registra avanço nos serviços que oferecem à população alternativas para o descarte e a destinação correta de resíduos.
Na comparação entre fevereiro e julho, os volumes encaminhados aos ecopontos, ao Limpezinha e ao Re-ciclo cresceram. Os programas atuam em diferentes etapas da gestão de resíduos da Cidade.
A movimentação acompanha a estratégia adotada pela operação, que não se limita à retirada do lixo acumulado nos corredores atendidos.
A força-tarefa combina fiscalização, monitoramento por câmeras, ações de conscientização e reestruturação do manejo dos resíduos.
MAIS ENTREGA
Entre fevereiro e julho, o volume entregue pela população nos ecopontos passou de 10.823,66 para 14.134 toneladas. O aumento foi de 3.310,34 toneladas, equivalente a 30,6%.
Para o secretário da Conservação e Serviços Públicos, Abreu Machado, os resultados mostram a importância de atuar simultaneamente na limpeza da cidade e na oferta de alternativas para a população.
“Não adianta apenas chegar a um ponto de lixo, retirar o material e esperar que ele volte a se formar. A Operação Capital Limpa e Ordenada trabalha justamente para mudar essa lógica. Estamos fiscalizando, conscientizando e reorganizando os serviços, mas também oferecendo caminhos para que aquilo que antes poderia ser descartado irregularmente tenha a destinação correta”, ressalta Abreu Machado.
Uma das medidas adotadas no período foi a ampliação do horário de funcionamento de 24 ecopontos, que passaram a operar das 7 às 19 horas, de domingo a sábado.
Os equipamentos recebem materiais previamente separados pelos moradores e funcionam como alternativa para a destinação adequada de diferentes tipos de resíduos.
O atendimento ampliado também facilita o acesso da população aos equipamentos, inclusive aos fins de semana.
FISCALIZAÇÃO
O crescimento do volume recebido nos ecopontos ocorre em paralelo à intensificação das ações da Capital Limpa e Ordenada nos pontos críticos da Cidade.
A operação utiliza câmeras do Centro Integrado de Videomonitoramento de Fortaleza (CIVFor) e inteligência artificial para identificar veículos envolvidos no descarte irregular de resíduos. Os registros auxiliam na fiscalização e na aplicação de penalidades.
A estratégia inclui ainda fiscalização da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), atividades educativas e de conscientização com moradores e estudantes em diferentes bairros e acompanhamento dos locais com reincidência de descarte.
O crescimento mais expressivo ficou com o Limpezinha. Entre fevereiro e julho, o volume recolhido pelo serviço passou de 35,19 toneladas para 268,22 toneladas, acréscimo de 233,03 toneladas e crescimento de 662,2%.
MAIOR PROCURA
A procura pelo serviço também avançou. O número de solicitações passou de 234 em fevereiro para 681 em julho, crescimento de 447 atendimentos, ou 191%.
O Limpezinha funciona mediante solicitação da população e recolhe os materiais diretamente nas rotas programadas.
O avanço do serviço contribui para que resíduos volumosos com potencial de descarte em calçadas, canteiros ou outros espaços públicos sejam encaminhados corretamente.
“O aumento da procura mostra que, quando o cidadão conhece o serviço e encontra uma alternativa acessível, ele passa a utilizá-la. A lógica que estamos fortalecendo é justamente essa: criar condições para que o resíduo siga para o destino adequado antes de se transformar em um ponto de descarte irregular”, explica o coordenador de Limpeza Urbana de Fortaleza, Eduardo Palheta.
SERVIÇO AMPLIADO
Desde o início de agosto, o serviço também conta com ampliação. Além de móveis usados, eletrodomésticos, restos de madeira, ferragens, pneus e outros materiais volumosos, o Limpezinha passou a recolher pequenas quantidades de entulho, restos de obra e poda.
Para acompanhar a expansão, a estrutura operacional passou de dois para seis caminhões, mantendo o atendimento de segunda a sábado.
O Re-ciclo, voltado ao recolhimento de materiais recicláveis, também apresentou crescimento no período analisado.
O volume coletado passou de 36 toneladas em fevereiro para 41,5 em julho. O aumento foi de 5,5 toneladas, equivalente a 15,3%.
DESTINAÇÃO
O serviço integra a estratégia de evitar que materiais recicláveis sejam misturados ao lixo comum ou descartados inadequadamente. A iniciativa direciona esses itens para uma cadeia de reaproveitamento.
Segundo Eduardo Palheta, a combinação dos diferentes programas é essencial porque o descarte irregular não possui uma única origem.
“Quando caracterizamos os pontos de lixo, encontramos resíduos domiciliares, recicláveis, volumosos, poda e entulho. Por isso, a resposta também precisa ser diversificada. Ecopontos, Limpezinha, Re-ciclo e os demais serviços se complementam. A reestruturação do manejo busca fazer com que cada tipo de material tenha uma alternativa adequada de coleta ou destinação”, destaca o gestor.
A Capital Limpa e Ordenada trabalha com uma metodologia que vai além das ações emergenciais de limpeza.
NOVO MANEJO
Nos corredores contemplados, as equipes analisam a composição dos resíduos encontrados, os horários em que os descartes ocorrem e a dinâmica de formação de cada ponto.
A partir dessas informações, a Prefeitura pode alterar horários e rotas de coleta, reforçar equipamentos e serviços, intensificar o monitoramento ou adotar outras medidas adequadas à realidade de cada local.
Essa reestruturação do plano de manejo ocorre juntamente com as ações de fiscalização e educação ambiental.
O objetivo é quebrar o ciclo em que determinado local é limpo e, pouco tempo depois, volta a receber resíduos descartados de forma irregular.
“Estamos trabalhando em várias frentes porque esse é um problema que exige mudança de comportamento, fiscalização e eficiência do serviço público. O avanço que vemos nesses programas é importante justamente porque representa mais resíduos chegando aos locais corretos e menos material com potencial para terminar nas ruas da Cidade”, conclui Abreu Machado.
